A PRESENÇA INVISÍVEL
Amo aquela que ainda não conheço, Sinto os lábios de quem sequer beijei, Abraço seu corpo, mesmo distante em incógnito lugar, Meu olhar se perde no olhar que não foi encontrado, Não há tempo na minha busca, do nascente ao poente, Um amor de existências passadas que o presente esconde e que talvez, amanhã eu nem encontre, Creio na mínima possibilidade de sua imagem tangível, contudo, envolta em neblina, Mas pode acontecer de te encontrar à soleira do meu coração, em uma porta que se abra ou dobrando a esquina, Sombra emparelhada com a minha no sopro da imaginação, Foram tantas tentativas que pareceram me preencher, todas falsas no final, A cama continua vazia na mesma extensão de um horizonte sem seu sinal, Na força de te querer, tenho o pressentimento da sua existência, E no desejo de um sonho imperecível, eu sigo amando o invisível.
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