Cegueira
Tudo se inicia sem medo A cada segundo eu penso Um minuto passa tão rapido E eu vejo que estou desatento Dos meus pés a cabeça Percebo demais na tristeza Com medo peço que desapareça Mas não consigo ver com clareza Não toco meus pés no chão Sinto o frio do mundo sombrio Me relembro sempre da solidão Mas ainda sigo para frente e sorrio Cego dentro da neblina Eu continuo subindo a colina Dentro de um breve tempo Caio de frente ao despenhadeiro A lanterna se foi com a queda A única coisa que me conduz Sem saber o que fazer agora Mas logo a frente avisto uma luz A neblina começa a brotar E a luz tenta me ajudar Mas dentro do medo constante Um sentimento me faz recuar Agora apenas na ponta dos pés O morro começa a ecoar E os ouvidos começam a escutar Chegou a hora de me matar
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