E de repente bate a consternação
Olhei pro nada
Eu via tudo
Atônito
Gritos da mente
Pensamento estrangulador
Minucioso
Involuntariamente invasivo
Um delirio consciente
Que arranca meu brilho
Distorce as emoções
Cenários melancólicos
Que desmontam meus sorrisos
Batalhas intensas
Sem uma gota de sangue
Apenas lágrimas
No campo de batalha que se encontra em meu interior
Não há nações envolvidas
Apenas emoções mal resolvidas
Promessas
Quantas promessas
Falhas promessas
O tempo é comprido
A espera é longa
As promessas não são cumpridas
Hoje sofri mais um tombo
Esperança do depois que nunca vem
Crises de existência
Minando a resistência
Amar é suficiente?
Quando Machucam o coração da gente?
A espera continua
A esperança é a última que morre
Mas até os dias dela estão contados
A esperança desistiu da cura
Ela já se sente morta e sepultada
Pelo eterno depois
Pelo infinito amanhã...
Quero
Um boa noite
E outro beijo
Quero
Ser tua insônia
Depois de um olhar
Te sentir
De olhos fechados
Nossas bocas
O toque
O sabor
O beijo de café
Foi começo
Ao apagar das luzes
O beijo de vinho
No nosso ninho
E o amanhã
Recomeço...
Madrugada
Silêncio...
Meu interior fala
Coração pulsante
Pensamento pensante
Distorções conflitantes
Uma guerra sem causa
Perdida
A marca da insônia
Na sombra dos olhos
Tempo perdido
Inconclusivo
Acelerada mente
Ficaste
Divertida mente
Contraste
Incontrolável mente
Cansaste
Saudade dela
Da infância
Dos clássicos disputados nos campinhos de terra
De driblar os problemas com a ingenuidade de uma criança
De voar pelo céu através de uma pipa
Da emoção de descer as ladeiras numa carreta de rolimã
Dos sorrisos ao partilhar o pouco que tínhamos
Saudades...
E tá chegando a hora
Antes mesmo dos fogos explodirem no céu
Acende a chama da esperança no peito
Ano novo
Sobre os acontecimentos passados fica a reflexão
Sobre o novo ciclo que se inicia se renovam os sonhos
É fato que nada muda se a mudança não partir de cada um
Mas a virada do ano sempre nos permite refletir
E nos permite almejar novos rumos
Sendo assim
Que venha o novo
O ano
Os planos
Os sonhos
Feliz novo ciclo...
Tiago Ribeiro ( Dom83)
Num pedaço de papel escrevo em pedaços
Pedaços de mim
Letras borradas pelo pranto
Página temperada pela dor
Quisera eu aliviar o peso dessas linhas
Quisera eu aliviar o peso desse meu peito
Quisera eu que tudo fosse de outro jeito
Mas quem sou eu?
Um aprendiz de poeta tentando expressar teu sentimento
Um aprendiz de ser humano devastado pelo tempo
Quisera eu ser feliz todos os dias
Mas quem sou eu pra almejar o impossível?
Sou apenas um aprendiz de poeta que vislumbra o amanhã lamentando o agora
Aprendiz de sonhador ouvindo a chuva que cai lá fora
Quem sou eu pra achar que as lágrimas não iriam me alcançar?
Sou apenas um aprendiz de poeta que essa dor veio castigar
Mas afinal, nem de longe vejo o ponto final
Na poesia da vida uma vírgula é fundamental
Pois quem sou eu pra tão fácil assim me entregar?
Sou o aprendiz de poeta que o amor ainda há de resgatar
Tiago Ribeiro ( Dom83 )
Delirios da nossa mente
Tentar mudar a mente alheia
Como um agricultor plantamos sementes
Na esperança que a mente clareia
Mas se o solo não ajuda
Não adianta a semente ser boa
Lágrimas escorrem durante a labuta
Pois a frustração na colheita magoa
Já é madrugada
Véspera de Natal
Me lembrei dos tempos de criança
Tudo era mágico
Desde a comida mais simples ao brinquedo mais barato
Tudo era magia
A gente só entende quando cresce um pouco mais
Que por trás da magia de uma criança
Sempre existe o sacrifício daqueles que o amam
Que sem lágrimas e gotas de suor não existe magia
Que não adianta construir uma chaminé
O bom velhinho sempre foi o coração dos nossos pais.