Espírito
Eu não vou bem do estômago, acho que as minhas funções estão confusas... Eu não gosto quando me olham assim. Estou aprisionada, como ninguém percebe? Nem mesmo meu sangue está retido nas minhas veias. Quero me mutilar e isso não é atração de circo. Leve seus palhaços para longe e deixe que a bigorna me atinja sem sequer dar uma só olhada para trás. Não pedi por nada disso, se quer mesmo saber. Não pergunte nada por educação ou não terá o que merece. As perguntas educadas são sempre as mais perversas... Também não se convença de que sabe como eu me sinto. A tinta que escreve a minha vida seca tão rápido, como o sangue na minha pele perfurada. Prefiro a dor nas costas por suportar minha perdição, Do que as facadas no coração por não estar onde eu deveria.
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