Pluto @DenerRamos
Poesia

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Calado chego, calado saio mas no meio tempo já falei muita abobrinha Não vou conta os segredos ouvido pelas paredes Cuidado ao crer em qualquer conto da carochinha Veja bem os indícios e grave a senha da rede, não será possível ver duas vezes Você enxerga a falsidade exposta na trama, ou está cego por consequência dessa falsa fama Então sinta o corte na pupila, no cintilar desses fortes holofotes E entenda que a vida não tem como ter corte, e água corrente fluindo direto da nascente Em direção ao sol poente, traduza o que disse e repasse igual telefone sem fio Sinta o azar e a dor dessa queda com a nuca no meio fio E veja sua semelhança entre quem sofre a sentença E note a diferença do peso da presença é da voz de que tem o sobrenome no peito Só assim entenderá o conceito do termo carrasco do sistema Não sinta Pena, mas na sua vez não reclame ao sentir o apertar das algemas Então sempre encare o problema frente, e reveja o esquema de pirâmides Não fure os olhos por seus governantes, nem ponha a mão no fogo por meros mercadores da palavra Então fala agora, mas não se cale para sempre, então, alakazam e abra, cadabra, mas abra sua boca antes que seja sua última palavra Reaja, olhe no espelho e veja brilhar na sua frente o anjo monarca, voando sem asa Em efeito revoada derrubando tudo em efeito dominó, causando a destruição num efeito borboleta Então seja feita a sua vontade, porém exijo que seja atendido ao meu pedido Estamos todos perdidos na ilha, não adianta escrever SOS nas margens, e melhor fazer amizade com o Wilsons Volte a realidade é veja o mundo além dessa tela do Windows Não venha com papo de amizade com a fome, nem de felicidade com o mínimo Quer entender o final, olha de volta ao início, puta que pariu olha o tamanho do precipício Porem nem pensa em pisar no freio, acelera até atravessar essa miragem, querem tirar toda nossa coragem... . . . ...

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