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Davi Rodrigues ✒️

@Davi_Rodrigues920 · desde 2022

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nova conta: @thewriterdavi 🔏

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uma nova era está chegando...

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em um espelho quebrado, vejo meu rosto, reflexo de um ser que nunca foi exposto. egoísmo, rancor, minha sombra constante, um Narciso sombrio, na escuridão distante. as rimas são imperfeitas, como minha existência, marcadas por erros, por uma tênue resistência. meus versos são fragmentos de uma vida em pedaços, tentativas desesperadas de encontrar meus laços. não sou Drumond, nem Oscar Wilde. sou apenas um poeta perdido, sem estilo ou vaidade. não há beleza nos meus escritos, apenas dor e verdade, reflexos de um ser que busca a própria identidade.

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Poesia

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A lua, tão pálida, no céu já se inclina, E o vento, em segredo, murmura enfim, Que a vida, embora breve, é bela e divina, Como estrelas brilhando na noite sem fim. * The moon, so pale, in the sky already leans, And the wind, in secret, finally murmurs, That life, although brief, is beautiful and divine, Like stars shining in the endless night.

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Poesia

meu estúpido aniversário

hoje é meu estúpido aniversário, mais um ano riscado no calendário, todo mundo manda parabéns, mas eu só penso: "e daí, hein?" chegou a idade que nem queria, mais um ano que só me embromaria, bolo, vela, festa e confusão, mas no fundo, só sinto solidão. amigos rindo, fotos pra postar, mas meu coração não sabe se alegrar, soprar a vela, fazer um pedido, mas tudo parece tão repetido. queria um presente que valesse a pena, um sonho real, sem essa cena, que no próximo ano seja diferente, que eu sinta algo mais quente, presente. tem gente que traz presente estranho, um par de meias ou um porta-banho, agradeço com um sorriso amarelo, mas por dentro penso: "que bagulho velho!" a tia vem e dá aquele abraço apertado, dizendo "nossa, como você cresceu, que danado!" parece que ela não me vê há mil anos, e todo ano repete os mesmos planos. o cachorro pula na mesa, bagunça o bolo, o primo pequeno derruba suco no rolo, a mãe grita, o pai ri, é confusão total, e eu no meio pensando: "isso é surreal." na hora dos parabéns, todo mundo canta, alguns desafinam, outros fazem uma santa, eu fico ali, tentando sorrir, mas só penso "quando isso vai sair?" a galera dança e brinca sem parar, mas minha cabeça só quer deitar, de preferência, numa cama bem distante, de todo esse caos, de todo esse instante. mas hoje é meu estúpido aniversário, mais um marco no meu diário, espero que um dia eu ria de tudo, e veja que não era nada absurdo. que no próximo ano eu possa curtir, e no final do dia, realmente sorrir, por enquanto, só resta aceitar, e no bolo de chocolate, me afogar.

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Música

isabela (música autoral)

o seu nome ainda me traz pesadelo de uma alma com frio e com medo. do corpo que só queria a emoção que foi mais com o coração que a razão. seus lábios, sua perfeita harmonia, foi tudo embora, só sobrou a poesia. ainda assim, tive que lutar para conquistar aquilo que restou, que você não queria dar. foi tudo culpa sua, não dela. quem soltou a minha mão, não foi ela. para de me chamar de um merda; vai se ferrar, isabela. o que enxerguei em você? o que você tinha? o que queria fazer? eu não sei, mas me apaixonei… algumas pessoas ainda não sabem o querem ver. mas, eu sabia. por isso procurei você ainda destruída, mas só fui perceber o que suas amigas, falaram de você mas foi a vida, que me mostrou o seu ser. você ainda é jovem, não ela. você ainda me ama, mas não olha para a janela. estou aqui fora, eu sou sua meta! acorda para a vida, isabela. eu sei, fui eu quem errou, fui eu que a deixei, fui eu quem causou esse abismo entre nós, essa solidão, essa dor persiste em meu coração. tento pedir desculpas, mas você não aceita, sua voz é firme, sua lembrança é perfeita. cada momento, cada lágrima caída, você revive agora, nessa despedida. você me ignora, não ela. seu coração é de aço, não o dela. ainda guardo a sua camisa amarela. me desculpa mesmo, isabela. você buscava emoção, sem compromisso, deixou-me perdido, num labirinto sem aviso. cada palavra sua, cada promessa quebrada, foram facas afiadas, em minha alma marcadas. você está acordada para a vida, fui eu quem dormiu, entrelaçado em ilusões, em sonhos que te iludiu. isabela não volta, a menina que amou, pois ela cresceu, e com a dor aprendeu. o que restou de nós, além de desilusão? você procurava prazer, eu buscava razão. meus amigos tentaram me alertar, mas eu, cego de amor, não quis escutar. você é uma mulher forte, não ela. tenho ainda muitas recordações; nenhuma é dela. quem sabe um dia, em outra estrada, outra tela, você entenda o valor de quem foi isabela. 💖

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as perguntas de joãozinho (crônica)

eu tinha um primo distante chamado joãozinho que tem oito anos. ele está naquela fase de perguntar tudo o que vier na cabeça. “como eu nasci?”, “onde nós vamos quando morremos?” são algumas das perguntas que ele faz diariamente. e o meu primo faz muitas dessas perguntas. um dia, os meus tios vieram para a minha casa comemorar o aniversário de minha mãe. com isso, tiveram que levar o joãozinho também. eu não converso muito com o meu primo. na verdade, tenho até um certo medo de que ele faça uma pergunta complicada e eu não consiga responder. por causa disso, fiquei ajudando a minha mãe na cozinha, mas não tinha nada para fazer. tive que encarar o meu medo e ir falar com o joãozinho. ele estava sentado no sofá da sala jogando em seu celular. a televisão estava no jornal, dando as notícias do dia. – bom dia primo – disse joão, desligando o seu celular. – bom… dia – respondo, sentando no sofá. ele começa a assistir ao noticiário. – primo… – meu coração começa a bater mais rápido. – posso trocar de canal? – claro – respondo mais tranquilo. ele começa a assistir um desenho. para tirar o silêncio, faço uma pergunta para ele: – primo, o que você quer ser quando crescer? ele pensa um pouco. – crescer? – perguntou – o mundo está mau. pessoas estão sendo injustiçadas, temos muitas guerras acontecendo e está trazendo muitos mortos. nunca vamos conseguir crescer. fiquei impressionado, mas tudo que consegui dizer foi: – acho que você devia parar de assistir jornal.

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escrevo cartas de amor melosas. escrevo cartas de dores reais. — ainda entendo os seus sentimentos

Vida

a vida?

você sabia que só virei escritor, porque não tive coragem de confessar? vi em meus versos, um talento doído, mas também, uma forma de escapar. tatuei em meus braços: "a vida é cruel, você que se foda." arranquei a minha cabeça como forma de coragem para agradar gente escrota. a vida? horrível. não posso deixar o meu segredo guardado a sete chaves; ser escritor é complicado, mas não parece. querem que eu escreva palavras até que me mate. então me guardo até que alguém preste. não é porque eu sou escritor, que vou fazer tudo para você. claro, estou te ajudando nos momentos de dor não sou escravo; vai se foder! a vida? triste. já chorei olhando para cima, com medo de ir para baixo. já teve horas que queria morrer, e outras que queria viver. versos são o que me seguram, poesia é o que me guarda. a lágrima que escorre daqueles que amam, sou aquele que acalma. a vida? poética. finja que sou seu brinquedo favorito, e me destrua. bate na minha cara porque sou lindo, a inveja machuca. eu escuto taylor swift, lana del rey e oliva rodrigo porque gosto. tenho idéias diferentes, por isso de mim mesmo gozo. se eu quiser fazer o "l", o que você vai fazer? sempre humano, nas horas vagas, poeta. prazer. a vida? normal.

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...afinal

e que tal falar de tudo que a gente perdeu? ainda dá para ver que doeu? o coração que batia por você agora morreu. e que tal falar do que era amor? você não considera que errou. sua poesia é boa, mas piorou, agora, queria ver que acabou. do que isso importa, afinal? do que o coração gosta de jogar fora, afinal? do que precisava consertar, afinal? do que precisava jogar fora, afinal? afinal, foi você que beijou. afinal, foi você que me chamou de amor. afinal, foi você que me fez acreditar que sou bobo, mas te amo, no final.

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