Uma em milhas
Eu sou toda arte Feita dos mais belos tecidos não sei, mas sou milhas de cores e tonalidades Meu corpo é arte Ou uma terra inteira inexplorada Há desenhos de renda espalhados por ele Marcas que contam histórias de quem sou Eu sou a melodia afiada sem aviso no seu fim de noite Minhas cordas elétricas te percorrem se te tocarem Minha vastidão é tão grande quanto a confusão do meu próprio mundo E eu olho tudo isso no fim do horizonte, na borda da estrada, no último fôlego do entardecer E minha única lágrima cai junto com o último raio laranja do "se pôr enfim " E todos por hora dormimos, cansados, desfeitos mais um dia, para nos tornarmos o próximo de amanhã...
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