"Entre o Amor e a Miragem"
Você diz que me quer por perto, mas quando chego, constrói abismos. Te sinto na pele, um êxtase doce, mas nossas memórias se tornam grades dos teus medos. Você chama de amor, mas me consome por dentro. Enquanto tudo poderia ser tão simples, você transforma o belo em miragem, uma luz que escapa pelos meus dedos. Te vejo tantas vezes na minha galeria, imagens que guardam um mundo só nosso. Mas o que era precioso agora é vago, um eco mudo nas tuas mãos. Eu queria te olhar nos olhos, sem afundar no medo de te perder. Você é o veneno das noites de domingo, e a incógnita fria que vem a tona ao amanhecer Ou tens meu coração por inteiro, ou desapareça com teus abismos e silêncios. Foge dos toques que fizeram florescer pedras, das promessas que um dia chamamos de amor. Ainda espero, mesmo que me quebre, mesmo que doa fundo no peito. Decide: amor ou miragem, mas me deixe livre do vazio.
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