Oh, meu bem
Que não haja ninguém pra te confortar
Pois teus abraços são meus
Como os meus são teus, e de ninguém mais
Na tua ausência, navego sem pá
Por onde andarás?
Dona das minhas aventuras.
Meu Porto, meu cais
Nesse leve e traz , meu coração está a deriva
Navego águas de saudade, pelo leito inquieto
Te observo, muda, surda no silêncio perto
No frasco guardo o perfume do teu afeto.
Nosso amor, colocarei para dormir
Presevando sua essência
Na memória, nossa bagunça louca
No papel, deixo a poesia fluir solta
Vêm..
me trás teu sorriso
Cá estou, a lutar com o tempo
Para que o desistir
pare de persistir
Alinhando o espaço entre nós
Te devolve para mim
Me absorve em teu peito
Meu coração ferido, vem acalmar
Em meus sonhos vem me buscar
Não permita nosso nó desatar
E o laço da separação se firmar
Meu bem... vem sorrir pra mim
Dam
Kina
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Escuridão pálida em um azul negro
Na distorção da verdade.
Com as mãos vazias eu segui
Como madeira sem valor, me deixei fluir no rio.
Costurando os buracos que encontrei
Remendei os vazamentos meus
Mas a saudade as vezes pesa
rasgando brechas na Madeira
Se o amor não tem quebrantamento
Sou madeira de valor prodigiosa
Esse amor deveria ser minha obra prima
Ferpa a ferpa de mim
Minha honestidade me banha como chuva
Na cronometragem do tempo
A cada pulsar, o raio me parte o peito
Traz o mar salgado ao rosto
A tinta que escorre pelo vazio
De uma página arrancada
Onde te amar não é o problema
Eu só não sei como...fazer
Não, eu não sei como fazer
O salgado mar me sacode
Balançando as sobras de mim
No canto da dor que ecoa
Apenas uma vela, talvez a única que resta
A brisa forte empurra minhas costas
Embala as velas como asas
Bandeira branca desgastada
Pálida bandeira cansada
Integridade pura como chuva
Transborda honestidade desse amor
Eu só não sei como...
Não sei como...
Não te amar!
Dam
Kina
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