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Dalyson G. Ferreira

@Dalyson_lilo · desde 2022

"Se procura acolhimento na minha poesia, sinto em dizer - arreda o pé. Isto não é abraço que conforta, tampouco cafuné."

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Poema

Tecido do tempo

Quando se vê já foi um dia. Quando se vê já foi um ano. Quando se tenta vê também já foi. Quando já foi eu ainda pensando. .... Vou passar o tempo Com ferro de passar Ajustar seu caimento Para ficar confortável de usar .... As vezes de veneta, o tempo desacelera o compasso. Como eu passo por isso? Ter que me ritimar a seu astucioso e lento passo.

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Poema

Frios que pulsam

Há certos frios que só correm pelo peito, porque o amor percorre os tecidos da sensibilidade e não há nada tão palpável ao toque quanto o território dinâmico do coração. Por isso, aquilo que há entre este território em seu estado natural de execução: amando; e as vidas que o interagem; esses frios quais chegam a pulsar; chama-se vulnerabilidade. 06 de outubro de 2026 A vulnerabilidade é um frio que só pulsa no coração em tempos de amor.

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Aforismos

A conformação exige quase sempre o consolo da derrota. O consolo da derrota tratamos como o restante do café que esquecidamente esfriou na xícara. Então por uma espécie de ímpeto da responsabilidade o tomamos ainda que frio.

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Ah! O dia acorda desta forma, incomum O que deveria ser menos casual do que o dia? Eu amanheço de tão consequente que vejo-o. Pássaros nos celebram com cantigas. Pondo os pensamentos em ordem: que tem de não comum nisto? Nisto entre os dias e eu… Se os pássaros estão antepondo? Ah, dia… Fecha os olhos sobre mim um instante sem trazer a noite.

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Poema

Segunda do trabalhador.

O relógio quando bate - e não toca - nocauteia.  E não dormimos - e mal dormimos:  levantamos, é segunda-feira!!  O domingo foi-se embora;  deveria ser o início da semana,  mas normalmente  simboliza  um fim - da folga, da curtição.  Chegou a segunda: e já é hora de trabalhar.  Parte o bom homem para a sua alienação habitual,  em busca de dinheiro: para bens; para a mulher que diz o amar (e eu saúdo ao seu amor (para-béns!)!! Para uma melhor vida.  Assim segue ele, sob nocaute, até o final de semana.

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Poema

Eufemismos

São relações da natureza: Coqueiro faz coco Galinha faz cocó Humano faz cocô

Poema

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Cuidado com a emoção! Às vezes fato. Outras não. Lentes são fáceis de funcionar: Tanto ampliam como podem desfocar.

Poema

Eu preciso escrever

Eu preciso escrever Preciso escrever Preciso escrever Ainda que eu não saiba o quê Ainda que eu não saiba como Nem que seja apenas isto Em que me insisto dizer: Preciso escrever Preciso escrever Preciso escrever Preciso escrever Preciso escrever Será que tem sido o suficiente? Quando estiver concluído, quem sabe Eu poderei ver Aquilo posso prever Que as vezes um fracasso acabado Ensina mais que o mais lindo sucesso não terminado Porquê? Não sei, não quero saber Sei do que eu preciso Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever Eu preciso escrever

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