Ele está me dando nos nervos
Me deixando com as mãos geladas
Conseguindo me tirar a fome
Tomando conta dos meus pensamentos
Me deixando inquieta, a ponto de tirar meu sono
O que será isso tão desconhecido por mim?
Apenas com suas palavras e interesse claro me faz fantasiar como é a textura dos seus lábios, do sabor do seu beijo
Se prefere ele lento ou feroz
O que será isso tão desconhecido por mim?
Ele me faz ter uma ansiedade adolescente
Uma sensação estranha no estômago
Me faz repassar tantas vezes as nossas conversas na mente
Me faz rir que nem uma boba pelos cantos
E tudo isso sem ter a mínima consciência do efeito que está me causando
Fico ansiosa por uma mensagem idiota que seja mesmo não demonstrando
O que será isso tão desconhecido por mim?
Será isso apenas coisas da minha cabeça? Precipitação, talvez.
Mas ele conseguiu causar mais efeitos em mim sem nem ao menos me tocar, apenas com suas palavras enquanto outros me tocaram e efeito nenhum causaram
Me diga, o que será isso tão desconhecido por mim?
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Minha querida agonia
Você (in) felizmente voltou
Pra trazer uma completa desarmonia
E meu eu até que gostou
Senti imensamente a sua falta
Já que o meu eu mais profundo te exalta
Não vou mentir pra mim
Pois mesmo vazia, agora sinto-me completa enfim
Quando eu olho uma comida
Não paro de pensar no que a compõe
Tudo por conta de uma caloria fudida
E meu medo de engordar se sobrepõe
Me olhar no espelho é um desafio
Visto que no meu potencial não confio
Mesmo que eu veja a balança despencando
Eu continuo todos os dias me culpando
"O corpo é apenas um detalhe"
É a grande mentira pra que sua aversão não se espalhe
Pois o próprio preconceito negam
E uma grande falsidade pregam
Por outro lado vivem numa contradição
Uma descarada preferência pelo padrão
Eu não aguento mais os olhares de desaprovação
Dessas mesmas pessoas que proferem admiração
As mídias sociais é a pura (in) perfeição
Por isso vivem numa falsa aceitação
É a utopia de um eterno corpo jovem
O medo de crucifica-los é o que os movem
Mesmo sabendo que não existe o ideal
Não consigo aceitar o meu corpo real
Regurgitando então o que me sustenta
E exercitando-me de forma violenta
Eu sei, meu pensamento é deplorável
Mas o que posso fazer?
Se quem me fez ser assim foi você
Sim, você mesmo, Sociedade Desprezível
Por: Dakariiaa
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Meu corpo está exausto
Minha mente está exausta
Meus olhos pesam
Mas minha cabeça grita: Continue
Continue se dando ao máximo
Continue se quebrando aos poucos
Continue até chegar ao seu ápice
Ao ápice da mais profunda exaustão
(Apenas um Desabafo em forma de poesia)
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Eu te amei quando te vi pela primeira vez
Eu te amei quando me carregaste no colo
Eu te amei quando cuidaste de mim
Eu te amei quando tiveste noites de sono mal dormidas por minha causa
Eu te amei quando éramos apenas nós duas
Eu te amei quando brincávamos juntas
Eu te amei quando eu era uma criança e te acordava cedo pra fazer meu café da manhã
Eu te amei quando soube que não necessariamente precisava ter parido pra ser quem você era
Eu te amei quando você me mandava dormir cedo
Eu te amei quando eu chorava por não ter amigos e você estava comigo
Eu te amei quando você fez por mim o que ninguém faria
Eu te amei quando você me achou capaz
Eu te amei quando você brigou comigo
Eu te amei quando você dizia eu te amo
Eu te amei quando você sorria
Eu te amei quando você percebia minha dor
Eu te amei quando você me abraçava tão forte que juntava todos os pedaços quebrados
Eu te amei quando vi que mesmo eu não sendo mais uma criança ingenua você amou
Eu te amei quando nem mesmo tinha certeza se meus pais biológicos me amavam
Eu te amei nos bons e maus momentos
Eu te amei quando sua pele ficara cada vez mais enrugada
Eu te amei quando seu cabelo ficava tão branco quanto as nuvens do céu
Eu te amei tão puramente, aquilo era de graça
Eu te amei quando você foi a única que acreditou em mim
Eu te amei quando te vi definhar doente
Eu te amei quando tive que te carregar no meu colo
Eu te amei quando você estava desmaiada nos meus braços e me sujou com seu vômito
Eu te amei ainda mais quando você parou de me reconhecer
Eu te amei mãe, até seu último suspiro
Você me amou e isso é o que importa.
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Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu só me esforço para ser como elas, mas eu nunca consegui ser nada além do que um alguém estranho.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu só tenho a mim mesmo, diferentemente das outras que tem seus pais sempre consigo para cuidar de seus joelhos ralados.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu só quero um abraço paterno, mas nunca aconteceu, diferentemente das outras crianças que tem um adulto barbudo para chamar de pai, querido pai.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu só estou fazendo meu papel, é minha obrigação e nada mais importa, a minha felicidade não é importante.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu tenho um sorriso no rosto e um jeito encantador, mas uma alma triste e doente.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu sou uma criança como as outras.
Não, eu estou num barco furado em um mar turbulento, a tempestade não para e estou prestes a morrer afogada no vasto oceano profundo e tenebroso.
Por favor, olhe atrás das cortinas.
Eu era uma criança que parecia como as outras, mas eu não era, a infância se afogou no oceano tenebroso e cá estou eu vivendo nesse oceano escuro.
Por que não olhastes atrás das cortinas?
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Sou recifense, pernambucana e nordestina
E ainda tem gente que me discrimina
Por pertencer a um povo forte e trabalhador
Que conhece de pertinho o sofrimento e a dor
Trabalhamos do clarear do dia ao anoitecer
Descanso? Nem pensar! Temos que correr!
Pra no dia-dia ter
O famoso cuscuz que é de lei pra comer
Meus avós matutos me falaram
Pra dar valor por cada coisa dada
Pois até pra calçar uma percata tem que dar uma batalhada
Já que nada vem de mão beijada
Ô povo alegre é o de lá do sertão!
Que com mãos calejadas e pés rachados
Capinaram mato voltando pra casa acabado
Tendo disposição ainda pra dançar um forró arrochado
E esse sotaque bonito e arrastado
Que muitos julgam como errado
É uma maneira arretada e particular
Que o nordestino tem de falar
E a festa mais esperada do ano?
Só pode Ser o São João
É Pamonha, Canjica, Bolo de milho é milho de montão
A festa Junina não pode entrar pelo cano
Que orgulho de ser nordestina!
E esse preconceito com a gente não me desanima
Como vou ter vergonha desse povo rico em cultura?
Culinária, Dança, Folclore... Temos tudo em fartura
Não troco meu dizeres pelo dizer de ninguém
Não troco minhas praias pelas praias de ninguém
Não troco minhas músicas pelas músicas de ninguém
Não troco meu Nordeste por nada e ninguém
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Aquele sentimento ruim e avassalador que te pega de jeito e te faz em milhões de pedaços.
Que te faz mais forte e faz com que você lide melhor com a vida, já que a mesma é tão deplorável.
A dor, ela é tão necessária quanto a felicidade, tão necessária quanto o ar que respiramos, pois ela nos faz um ser humano melhor.
A dor, é a lição mais certeira que Deus pôde nos dar, a mesma ensina que tudo na vida é passageiro, que exatamente nada é tão fácil como muitos pensam.
A dor, é um abraço da morte, é seu olá sombrio, é seu sorriso sinistro, ela é tão de repente quanto um relâmpago, mas tão demorada quanto a chegada de um eclipse lunar.
A dor, é um sono profundo e sem fim, que te atinge sem pedir, a mesma é mal educada, não pede permissão, simplesmente, pega um alvo indefeso e o acerta com a dor.
A mal educada e necessária que precisa ser sentida.
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Suas mãos me percorrem como um piano
Minhas pernas respondem ao teu toque
Arranhões e apertos levianos
Tudo em mim responde-te como um repique
Sua respiração descompensada
O misto de cansaço com prazer
A luz da lua na madrugada
A excitação é como um querer
Queremos nos satisfazer
Não podemos nos conter
Quero teus pontos fracos aprender
Para de ti respostas ter
Aquela voz rouca em meu ouvido
É como uma melodia sensual e excitante
Que se torna cada vez mais picante
Gemidos que não conseguem ser contidos
E nessa brincadeira insana
Todas as nossas preocupações se foram
Nossos corpos nus e o suor que de nossa pele se emana
Chegamos ao ápice pulsante onde nossas bocas suspiram
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Durante muito tempo esperei
Que a humanidade fosse gentil
E só agora percebi que demorei
Demorei a ver a realidade hostil
Durante muito tempo demonstrei
Aquelas demonstrações abracei
Expus aquilo que não devia ser exposto
Pois aquilo que foi mostrado era o oposto
Durante muito tempo apaixonei-me pelo teu encanto
E almejei que o afeto que havia visado
Fosse tão verdadeiro quanto
O prazer que me foi dado
Durante muito tempo chorei
A reciprocidade não ocorreu
A angústia me pairou
E em ninguém nunca mais confiei
Estou falando de você senhor mundo
Essa sua atuação de nada serviu
Seu charme é imundo
Ele apenas me confundiu
Pois aquela sua faceta
De mentira estava repleta
Que a regressão se transforme em evolução
Se bens fazes, certamente bem se projetarão
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É um sentimento louco.
Do qual você não consegue ver o outro triste.
É como se fosse um pedaço de si que vai embora quando se afasta.
É uma saudade que só se mata ao escutar a voz e sentir seu cheiro.
É um abraço apertado.
É um cuidado.
É ver os erros e corrigir.
É ver qualidades e defeitos.
É ver detalhes minúsculos e adora-los.
É ter prazer em sentir a presença do outro.
É não sentir-se inferior ou superior.
É não se importar com detalhes fúteis e defeitos comuns.
É não se enxergar sem o outro.
O amor é loucura
Uma loucura que não tem cura.
Uma loucura, do qual não ligamos em ser chamados de loucos.
Isso é amor.
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