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Dada... ---->

@Dadaa · desde 2025

O futuro anda me assombrando.

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Eu tenho 17 E ela 25.

Eu tenho 17. Nem duas dúzias, Muito menos meia. Ela tem 25. Não é duas dúzias mais, Muito menos meia. Eu frequento a escola. Ela frequenta a tão sonhada faculdade Dos curandeiros de loucos. Eu bato em sua cabeça Te irrito De uma forma Que eu sei que ama. Já você? Devolve em 5 vezes Da mesma moeda. Tu e eu Temos uma psiquê tão relativamente similar Que até mesmo nesse erro (Que cometo ao poema recitar) Iria me aprovar. Mas, Como todo clichê Envolto por suas dores Tu já tem um bonitão ao teu lado Te chamando por todos os lados De Meu amor invertebrado. Tem como quebrar a cara desse cara chato? Desse cara Que não tem vergonha na cara De pegar a minha Tão sonhada Namorada imaginária. É isso. Eu tenho 17 E ela 25... Como pode isso ser possível? --Vou te mostrar umas fotos minhas com ele!

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Forçando poesia

Quem aqui ama o ato de rimar? Quem aqui se contenta Com uma simples canção de ninar? Sejemos francos Rimar, Aos poucos, Só nos deixa mancos. E eu Ando sem nenhum pouco Gritando ao fundo ----- Olhaa! Um coxo!

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Luz no quarto.

Celular de um lado Mente de outro. As luzes do escuro Que mantém-te Cada vez mais Nesse mar obscuro. A mente que é refrescada Com um bom sono da madrugada Sofre nesse pensar Que, né... Convenhamos Não nos levará a nenhum lugar. Mas Deixa disso. Vamos pular e dançar Até chegar a hora enfim De levantar E trabalhar. Se matar sem sangrar.

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Por cima

Entre os que observam Sempre há Aquele que os observa. O observado É observado por alguém Que ora outra Também será observado. Esse É simplesmente A lei do pecado.

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Lute, grite, berre!

Não espere um presente Deste mundo Cujo dentes É dado às fadas do dente. Teu presente é, Simplesmente, Esse tremor na sua pápebra. Que treme e treme Sem lhe deixar contente. Para se livrar do tremor É simples: Lute, Grite, Berre! Ou largue dos mangues Teu anseio por mamar no peito Do que não lhe trás nutrientes.

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Possíveis amores.

Hoje, ao acordar, Me dei conta do fato Que me tira toda a razão. A possibilidade do teu tato Perto Do meu tato Me deixa sem amparo e Simplesmente Perdido na multidão. Nem acredito que seja possível. Mas convenhamos: O amor é improvável. Se Por algum acaso Eu te lançar uma flecha Meus treinos de arco e flecha Valeram de algo? Só digo que Se de fato tu ceder Vai de fato mudar A minha forma tosca De viver. Te amar será complexo. Não será uma paixão boba Como tantas dessas Que vejo nos livros. Digo apenas que Pode ser minha rosa... Então Eu te espero florescer. Ou não, claro.

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Minha sanidade

- Amigo! Estou com problemas! Meus dilemas se tornaram fonemas que insistem em me sufocar! Pode me ajudar? - Sobre fonemas, sei que melhor a se fazer É simplesmente deixar. Sobre problemas, Pode resolver cada um deles? Se sim, bom. Se não? Melhor ainda. Nada faça. A questão mesmo É se deixar levar. Já fez cagada. Acabou. Não tem "outra jogada"! Agora, se me permite, Saio de cena. Sem resolver problema algum. É assim que se deve fazer Os nossos Novos Dilemas.

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Moça da esquina.

Olhos de boca São os teus Que me comem com o olhar, Sem nem ao menos Me recitar. Tua canção, Se dá apenas a paixão do pensar. Tu me quer mesmo Ou quer o que há Em meio a sua folia passageira? Tu me quer Ou quer me ter? Quer me usar Ou me usar como objeto? Quer deturpar a ordem dos meus fatores Ou Apenas Acabar com as minhas dores? Quer viver um romance? Uma paixão de momento? Ter Ao menos alguém Que lhe dê sustento? Eu tento. Mas logo te adianto: Sou frio como vento, Lindo como água, Mas seco igual cimento. Posso ser ciumento E isso Tenho certeza Que te trará tormento... Talvez não tanto igual a mim, Mas trará.

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Inédito

Toca Toca Música não toca! Piano bom Poesia ruim. Poeta afim Dia sem fim. Ele só rima Rima E rima, Sem um fim.

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Como viver?

Por muito tempo Achei que o amor Era advindo de louvor. Era a prece que nos rejuvenesce. O certo mesmo, É dizer que amar é se conectar. Antes por toques, Beijos, Amassos, Cartas e anseios. Mas o antes, já passou. Agora o que resta é, Simplesmente, A conexão que não conecta. É aquele Emaranhado de pensamentos Que sempre vem E nunca cessão. Conectar, Agora, é somente Uma ilusão. Esse É o paradoxo da solidão.

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