Eu tenho 17.
Nem duas dúzias,
Muito menos meia.
Ela tem 25.
Não é duas dúzias mais,
Muito menos meia.
Eu frequento a escola.
Ela frequenta a tão sonhada faculdade
Dos curandeiros de loucos.
Eu bato em sua cabeça
Te irrito
De uma forma
Que eu sei que ama.
Já você?
Devolve em 5 vezes
Da mesma moeda.
Tu e eu
Temos uma psiquê tão relativamente similar
Que até mesmo nesse erro
(Que cometo ao poema recitar)
Iria me aprovar.
Mas,
Como todo clichê
Envolto por suas dores
Tu já tem um bonitão ao teu lado
Te chamando por todos os lados
De
Meu amor invertebrado.
Tem como quebrar a cara desse cara chato?
Desse cara
Que não tem vergonha na cara
De pegar a minha
Tão sonhada
Namorada imaginária.
É isso.
Eu tenho 17
E ela 25...
Como pode isso ser possível?
--Vou te mostrar umas fotos minhas com ele!
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Quem aqui ama o ato de rimar?
Quem aqui se contenta
Com uma simples canção de ninar?
Sejemos francos
Rimar,
Aos poucos,
Só nos deixa mancos.
E eu
Ando sem nenhum pouco
Gritando ao fundo
----- Olhaa! Um coxo!
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Celular de um lado
Mente de outro.
As luzes do escuro
Que mantém-te
Cada vez mais
Nesse mar obscuro.
A mente que é refrescada
Com um bom sono da madrugada
Sofre nesse pensar
Que, né...
Convenhamos
Não nos levará a nenhum lugar.
Mas
Deixa disso.
Vamos pular e dançar
Até chegar a hora enfim
De levantar
E trabalhar.
Se matar sem sangrar.
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Entre os que observam
Sempre há
Aquele que os observa.
O observado
É observado por alguém
Que ora outra
Também será observado.
Esse
É simplesmente
A lei do pecado.
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Não espere um presente
Deste mundo
Cujo dentes
É dado às fadas do dente.
Teu presente é,
Simplesmente,
Esse tremor na sua pápebra.
Que treme e treme
Sem lhe deixar contente.
Para se livrar do tremor
É simples:
Lute,
Grite,
Berre!
Ou largue dos mangues
Teu anseio por mamar no peito
Do que não lhe trás nutrientes.
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Hoje, ao acordar,
Me dei conta do fato
Que me tira toda a razão.
A possibilidade do teu tato
Perto
Do meu tato
Me deixa sem amparo e
Simplesmente
Perdido na multidão.
Nem acredito que seja possível.
Mas convenhamos:
O amor é improvável.
Se
Por algum acaso
Eu te lançar uma flecha
Meus treinos de arco e flecha
Valeram de algo?
Só digo que
Se de fato tu ceder
Vai de fato mudar
A minha forma tosca
De viver.
Te amar será complexo.
Não será uma paixão boba
Como tantas dessas
Que vejo nos livros.
Digo apenas que
Pode ser minha rosa...
Então
Eu te espero florescer.
Ou não, claro.
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- Amigo! Estou com problemas! Meus dilemas se tornaram fonemas que insistem em me sufocar!
Pode me ajudar?
- Sobre fonemas, sei que melhor a se fazer
É simplesmente deixar.
Sobre problemas,
Pode resolver cada um deles?
Se sim, bom. Se não?
Melhor ainda. Nada faça.
A questão mesmo
É se deixar levar.
Já fez cagada.
Acabou.
Não tem "outra jogada"!
Agora, se me permite,
Saio de cena.
Sem resolver problema algum.
É assim que se deve fazer
Os nossos
Novos
Dilemas.
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Olhos de boca
São os teus
Que me comem com o olhar,
Sem nem ao menos
Me recitar.
Tua canção,
Se dá apenas a paixão do pensar.
Tu me quer mesmo
Ou quer o que há
Em meio a sua folia passageira?
Tu me quer
Ou quer me ter?
Quer me usar
Ou me usar como objeto?
Quer deturpar a ordem dos meus fatores
Ou
Apenas
Acabar com as minhas dores?
Quer viver um romance?
Uma paixão de momento?
Ter
Ao menos alguém
Que lhe dê sustento?
Eu tento.
Mas logo te adianto:
Sou frio como vento,
Lindo como água,
Mas seco igual cimento.
Posso ser ciumento
E isso
Tenho certeza
Que te trará tormento...
Talvez não tanto igual a mim,
Mas trará.
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Toca
Toca
Música não toca!
Piano bom
Poesia ruim.
Poeta afim
Dia sem fim.
Ele só rima
Rima
E rima,
Sem um fim.
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Por muito tempo
Achei que o amor
Era advindo de louvor.
Era a prece que nos rejuvenesce.
O certo mesmo,
É dizer que amar é se conectar.
Antes por toques,
Beijos,
Amassos,
Cartas e anseios.
Mas o antes, já passou.
Agora o que resta é,
Simplesmente,
A conexão que não conecta.
É aquele
Emaranhado de pensamentos
Que sempre vem
E nunca cessão.
Conectar,
Agora, é somente
Uma ilusão.
Esse
É o paradoxo da solidão.
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