O vento quando quer é suave e terno...
Mas o mesmo vento que trás a suavidade, trás também a tempestade.
Não pense que a tempestade é ruim...
É apenas uma forma que o vento encontrou de limpar o tempo.
Assim somos nós nos nossos conflitos.
Uma hora mansidão
N'outra...
Pura fúria e tempestade.
E ao fundo... Belchior no seu medo De avião.
Eduardo Dantas (cedo)
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As curvas dos seus cabelos
Se confundem com as
Curvas do seu corpo.
Na luz penumbra as curvas,
A silhueta...
Seus olhos negros como a noite me abraçam num sono mais profundo.
Na minha solidão
Sinto o calor do seu abraço.
Nas minhas angústias
Você é meu alento.
E nas minhas aflições
Você é meu refúgio.
Não dúvido das suas promessas.
E o tempo urge!!!
E como num hiato
Nossos corpos se separam.
E na distância
Pude perceber
Que o medo
De te perder
É o mesmo medo
De te encontrar...
Hoje, me rendo a certeza
E me nego ao remorso
Daquilo que não fiz.
Agora diz que no meu peito
Não quero mais nada?
Nada mais além daquilo que já tenho.
Pois, como dizia Caetano:
"Alguma coisa está fora da ordem mundial..."
...
Eduardo Dantas (cedo)
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Talvez seu silêncio
Seja maior que o meu grito
E os seus olhos
Sejam o meu caminho.
Talvez seu coração pulse
Em minhas veias
E o seu desejo
Seja a minha necessidade.
Talvez a sua espera
Seja a minha partida
E a sua dor mais doída
Seja o meu alento.
Que os seus dias sejam fartos
Que os seus sonhos sejam fartos
Que os seus abraços sejam fartos!!!!
Mas não quero estar farto do seu amor.
Vem agora em silêncio
E se aloja em meu peito
Deixa que o tempo cumpra o seu destino.
Os verdadeiros amantes
Não enferrujam com o tempo.
Este mesmo tempo
Que é rude e cruel
Que faz sua história
E deita seu véu no corpo...
Que o próprio tempo consumiu.
Eduardo Dantas (cedo)
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Da sua boca
Não quero palavras,
Quero beijos
Que alimentam a alma.
Do seu corpo
Não quero a presença,
Quero o constante afago
Do seu coração.
Do seu sexo
Quero o orgasmo.
Dos seus olhos
a direção.
Quero afagos...
Noites em claro.
Quero a ausência
E a ansiedade
Da Chegada.
Quero os dias
As horas
E os segundos.
Quero a eterna idade
Ao seu lado.
...E a meia luz,
Um copo de wisky
...E ao som,
Belchior cantando
A sua Alucinação.
Nada mais.
Eduardo Dantas (cedo)
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Acordei de um sonho maravilhoso e quando vi...
Você estava ao meu lado.
Notei que o meu sonho se tornará realidade.
Você ali linda em seu sono mais profundo.
Seu corpo semi nú, morena bronzeada pelo sol.
Sua pele aveludada, macia e tenra.
Seu perfume exalava todo ambiente.
Aos poucos fui deitando minhas mãos sobre seu corpo e levemente toquei meus lábios nos seus.
Pude sentir você em cima de mim a bailar.
Seu dedo nos seus lábios, seu olhar de menina faceira.
Minhas mãos nos seus seios e você me sentindo dentro de você.
E em uma explosão de desejo e paixão...
Eramos um só...
Dois corpos e uma única ALMA.
Eduardo Dantas (CEDO)
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Talvez você não entenda
a minha pressa de te amar.
Talvez o tempo não tenha mais tempo para mim.
E eu, na minha urgência,
busco o seu corpo ofegante.
E você, na sua fuga,
busca minha alma errante.
E sem o menor pudor,
me alimento daquilo que mais desejo.
Se saborear da sua boca eu não estou errando.
Então esqueça os meus erros.
Somos pecadores em busca de redenção.
Se alguém, aqui por ventura não amou, então atire a primeira pedra.
Você já era parte de mim antes deste compromisso.
E você, será para sempre o que há de mais terno em mim...
Eduardo Dantas (CEDO)
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Me deixa enrolar
em seus cabelos.
E no brilho
dos seus olhos negros...
Quero me iluminar.
No seu perfume
me embriagar,
E em seus lábios...
Apaixonar.
Seu corpo...
É meu orto
Em seu porto...
Sou mais seguro
E no seu mar...
Quero me encontrar.
Óh meu grande amor!!!
Que por séculos te busquei
E por vidas te encontrei.
Conheço cada centímetro
do seu corpo
E nem mesmo em outras vestes...
Te perdi.
Conheço sua alma!!!
Vem e me acalma...
Sou naufrágo de mim mesmo.
Para nós, não existe tempo,
nem espaço.
Clareia sua alma em mim
E me tira desta escuridão.
Pois...
Seu amor é terno,
Assim como eterno é...
Meu amor por você.
Eduardo Dantas (CEDO)
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Senti sua mão
se distanciando da minha.
E aos poucos
não pude mais te ver...
Quero sentir seu cheiro de novo.
Quero sentir o gosto da sua boca,
E no seu corpo
Quero me abrigar.
Quero sentir seu calor.
Como criança que tem medo do escuro,
não quero mais ter medo
dos meus receios.
Hoje vago sozinho e
triste em meu caminho.
Tenho medo de olhar para trás e não te ver mais.
Tenho medo que o passado seja uma pagina em branco e
tenho medo que meu futuro seja um eterno vazio...
EDUARDO DANTAS (CEDO)
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A meia luz...
Ao meio som...
Ao meio copo...
Solidão!!!
De repente
O barulho ensurdecedor do silêncio.
Pensamentos...
Sentimentos...
Interrogações...
Uma explosão de conflitos.
Passado no presente
Presente perdido no tempo.
E a inércia de um corpo em movimento.
Necessidade...
Desejo...
Transpiração...
Respiração...
Tesão!!!
E a pura expectativa na busca de um corpo...
De um coração...
De uma alma.
Seus olhos...
Pupilas dilatadas...
Pele arrepiada.
E o desejo...
Musa inspiradora...
Afrodite...
Deusa Vênus.
Eduardo Dantas (cedo)
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Não quero falar sobre isso agora
E nem dizer que te amo.
Só quero o silêncio como companhia,
ou quem sabe no máximo
um copo de vinho.
Afinal de contas,
bebemos para
afogar as nossas mágoas!
Bebemos pelo passado
E brindamos
Pelo que de bom virá.
Ao fundo...
Ao som de Ramalho,
Como fera
Devorando nossas almas.
E os anos passaram-se,
Mas o passado continua presente.
E eu neste momento
AUSENTE!!!
Catando meus cacos no chão.
Agora tenha calma
Que minha alma
Tem urgência
Do seu corpo...
Eduardo Dantas (cedo)
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