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Sou favorável à pena de morte! Não essa coisa de prisão perpétua. Já vivemos em uma... Primeiro quando nascemos: Carregamos no nome a escolha de outro, Depois o mesmo corte de cabelo na infância E a mesma roupa surrada E as mesmas piadas indecentes. E nem venha falar do primeiro amor – Bate forte o coração E logo chega a decepção. Ama-se o indivíduo como quem Ama vinagre. Ah, não se ama vinagre, ama-se Outra coisa. Prisioneiro da ilusão, Do que chamamos amor... É... Antes fosse. E que fosse qualquer coisa; É qualquer coisa. Mas vivem livres por aí E vivem por partir corações. Partem e partem e partem E dizem: “Como é difícil amar!” É difícil? Talvez seja, talvez não. Mas arde o ímpeto desejo De impelir a pena de morte. Levem a eles a mesma dor que nos dói. Levaram meu coração. Roubaram-no desesperadamente. Apareceu um par de olhos e Surrupiou o que deveria ser o mais importante – Parte de mim. Agora é parte dele. E não consigo reaver. Mas pedimos – Cessem esses torturadores! Iludem e saem impunes. Ou que julgue-se o amor Em caso de condenação... Deixo seus corações à mercê – Mas reforço, Sou favorável à pena de morte! Gabriel Isidoro
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