Ame mais, sinta esse recado seja leve mesmo quando mundo estiver pesado...
Não cultive o rancor
Pois este é o inimigo do amor.
Entre ser feliz e ter razão, buscar trazer leveza ao seu coração....Se o cansaço te fizer pensar em desistir,
Lembre-se de quantas guerras secretas você já venceu para estar aqui...Agradeça pelo pouco, pois no pouco habita a imensidão,
Os olhos de quem vê a vida com amor revelam a nobreza do coração.Se o Fulano falou mal de você, deixa o Fulano pra lá e vai viver. Se hoje o prato não tem a comida que você queria,
se o estômago roncou e a coisa apertou...
calma. Amanhã é outro dia.
Aprecie o instante, perdoe o que doeun
ninguém cura uma ferida ignorando o que aconteceu..Viva intensamente por você, viva por quem já não pode viver.
Contemple o sol, o calor, a chuva ao cair,
Honre quem já se foi aprendendo a recomeçar e a sorrir.Sofrer? Faz parte.
Sorrir? É a arte.
Escrito por: Clara Almeida
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Há uma força absurda em mim
que eu mesma não sei explicar.
Quando penso que cheguei ao fim
alguma coisa me faz continuar..Eu me canso do mundo,
da pressa, da confusão
da falsidade escondida em sorrisos,
da falta de maturidade em cada relação... da minha incapacidade de perceber as intenções..Cansa ouvir tantas palavras
cansa ver tanta aparência.
Cansa até os nossos próprios erros,
quando a consciência pede mudança.Tem dias em que tudo pesa
a rotina as pessoas, o caminho.
Eu olho para o meu barquinho
e só queria deixá-lo sozinho..Triste
Mas alguma coisa me chama
mesmo quando eu já não sei remar... nunca peguei um remo nem ser nadar..
E quando penso em abandonar,
surge uma força que me faz ficar.Não sei se é coragem não sei se é vontade de vencer.
Talvez seja Deus, silenciosamente,
me lembrando que ainda há muito para viver.Porque eu já me quebrei tantas vezes e tantas vezes me reconstruí.
Já pensei que não conseguiria,
mas alguma parte de mim nunca desistiu.Talvez essa seja a força absurda
não estar bem e ainda prosseguir.Sentir a alma cansada,
mas encontrar um motivo para existir.. no meio de tanta tecnologia de tanta loucura de tanta faça e estrutura..
É remar mesmo sem saber onde chegar,
é continuar mesmo querendo parar.
É carregar o peso de um dia inteiro
e ainda encontrar forças para recomeçar.E quando me perguntarem
de onde tirei tanta forçaSó sei que quando eu já não tinha nada,
quando tudo em mim parecia acabar,
alguma coisa nasceu do silêncio
e me ensinou novamente a remar..
Clara Almeida
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Feliz Dia dos Pais para os pais que é mais presença do que dinheiro, é mais amor do que distância, é mais apoio do que cobrança. Feliz Dia dos Pais para você que não abre a mão dos seus filhos. Parabéns para vocês que, mesmo com meia dificuldade, vocês foram pais de verdade.
Eu escrevo para lembrar a circunstância desse lugar. Escrevo para nunca esquecer do quão intensa eu sou, de como escrever é tão libertador. Mesmo que a liberdade que habite em mim, esteja presa em uma gaiola ou não tenha acesso para pisar lá fora, escrevo para nunca esquecer que sensibilidade faz parte do meu ser e que chorar e permitir não é covardia, não é algo ruim. Se por acaso eu mergulhasse nas expectativas e nos desejos alheios, eu nunca estaria completo por inteiro. Afinal, eu estou pela metade.
Clara Almeida
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Queria ser poeta,
daqueles que não mentem,
que dizem que a gente sangra,
chora, cai… mas segue em frente.
Queria ser poeta pra dizer do amor
sem açúcar demais,
do amor que erra, que falha,
que não precisa ficar correndo atrás.
Queria ser poetaa,
pra rimar o amor sem censura,
falar da vida como ela é,
crua, intensa, meio dura.
Amor que salva e machuca,
vida que ensina e caduca,
gente que ama e se tranca,
gente que cai, mas levanta.
Queria ser poeta,
não pra ser perfeita ou aceita,
mas pra gritar, em verso e letra:
somos defeito e beleza.
Queria ser poeta
pra falar da vida como ela é,
cheia de altos e baixos,
fé no bolso e medo no pé.
Clara Almeida
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Ninguém fala o quanto dói desconstruir o que foi construído.
Palavras que marcaram, costumes que se enraizaram, dores...
Há buracos pedindo reparo,
há um renovo que insiste em nascer,
há pensamentos que clamam por explicação.
Muitos segredos ficam guardados no silêncio,
onde a boca não ousa dizer,
mas o coração insiste em sentir.
E no fim, entre o peso e a esperança,
só Deus sabe.
Clara Almeida
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Minha infância não teve sabor,
nem sequer um pouco de leveza
Minha infância se perdeu entre responsabilidade
e olhares que nunca me acolheram.
Será que era perdi demais?
Eu observava crianças brincando, indo a escola, sendo elas, enquanto eu não podia expressar os meus sentimentos. Eu tinha sonhos que pareciam sempre de outro mundo.
Tudo o que eu queria era tão comum,
ser apenas uma criança, livre para brincar e aprender.
Mas minha mãe, e sua maldição tirou a minha infância, tirou os meus desejos de criança.
Minha infância poderia ter sido melhor,
ou pelo menos tranquila,
eu tinha sonhos, tantos sonhos.
O maior deles era ser livre.
Não livre para fazer o que quisesse,
mas livre para me expressar,
para falar, brincar, estudar e ser escutada…
Ser apenas uma criança normal, como as outras.
Estudar era tudo o que eu queria,
mas a escola parecia distante.
Enquanto outras crianças aprendiam,
eu cuidava dos meus irmãos, era uma responsabilidade grande e cansativa.
Afinal, era uma criança cuidando de outras crianças.
O choro deles de madrugada, tirava minha paciência e meu sono, todos os dias era a mesma rotina, eu dormi a tarde acordava cedo, malmente me alimentava, as vezes tinha pouca comida, como era um pouco maior do que meus irmãos, eu deixava para eles, para mim era o que importa. Eu aguentava ficar com fome, mas eles por serem bebês naquela época, era mas difícil.
A realidade que me cercava
não era feita de livros, lápis ou brinquedo.
mas sim, de agressão, desamor, porradas sem motivos, mentiras e *drogas* as drogas passaram a fazer parte da minha rotina, a partir do momento que descobri que minha mãe usava. Eu fui uma criança que já vi de tudo, de coisas que não era apropriada para minha idade, porém eu não podia fazer nada.
Mas sabe de uma coisa?
Eu sinto saudades da antiga eu,
da menina paciente,
antes de carregar pesos
que não eram meus.
Cresci com perguntas sem resposta,
chorando baixinho todos os dias.
Perguntas que ecoavam:
por que eu tive que perder minha infância?
Clara almeida
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Coração
E aí, coração, como é que você tá?
Tá batendo forte ou tentando disfarçar?
Tá cheio de emoção ou segurando a lágrima no canto?
Tá vivendo mesmo ou só existindo no encanto?
Tem escrito poesia ou guardado no peito?
Tá lendo a vida nas entrelinhas ou escondendo o defeito?
Tem falado de amor ou fingido que esqueceu?
Tá com saudade, né? Mesmo quando diz que não doeu...
E esse coração tão puro, tão cheio de energia,
Anda cansado, mas ainda sonha, ainda cria.
Mesmo no silêncio tem falado com a alma,
Com palavras que abraçam, com versos que acalma
Literatura virou abrigo, virou colo, virou lar
Mas e você, coração... tá conseguindo descansar?
Ou anda dizendo que tá bem só pra ninguém perguntar?
Tá sentindo amor? Tá sentindo falta?
Tá pulsando esperança ou chorando em voz alta?
Não precisa resposta certa, nem frase decorada,
Só fala a verdade: como é que você tá de verdade coração?
Clara Almeida
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É caminho
É verdade é direção
É o colo no escuro
É paz no meio do turbilhão
É mão que levanta a alma
É voz que sopra a calma
É aquele que não desiste
Mesmo quando o mundo insiste
em te deixar no chão
Ele segura tua mão
É luz quando tudo apaga
É vida quando há ferida
É amor sem ter medida
É presença que não larga
É abrigo sem tranca
É cuidado que nunca cansa
É silêncio que escuta
É justiça que não julga
É resposta no deserto
É o socorro sempre perto
É aquele que conduz
mesmo quando a dor confunde
Mesmo quando o mundo ilude
Ele é estrada é cruz
É água viva e pão
É verdade é salvação
É o Amigo mais fiel
É céu quando o chão some
É socorro quando some
quem dizia que te ama
Jesus é quem te conhece
antes mesmo da ferida
Antes da tua partida
Ele sabe onde entristece
Conhece tua intenção
e mesmo assim dá perdão
É aquele que te entende
e te acolhe tão de leve
Quem O sente nunca perde
mesmo quando tudo some
Clara Almeida
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Ser sensível é castigo
É viver em labirinto
É chorar pelo que sinto
É guardar tudo comigo
É fingir que tô sorrindo
quando dentro eu tô caindo
É sofrer calada e só
é parecer feita de pó
É ser dura por fora
mas sangrar toda hora
É querer ser forte um dia
Mas viver na agonia
É trancar o coração
por medo da rejeição
É ter talento de monte
mas ninguém ver essa fonte
É fazer tudo com zelo
e ouvirem só o que é erro
É tentar ser alegria
e ainda assim chorar todo dia
É baixar sempre a voz
pra caber entre os nós
É calar a própria dor
pra não incomodar o senhor
É lembrar cada palavra
que virou ferida brava
É ser frágil ser inteira
mas viver de alma inteira
É ser vista como nada
mesmo sendo esperançada
É crescer sem um carinho
sem colo sem o caminho
É ter pai que não consola
é ter mãe que não acolhe
É sentir que desde cedo
tudo vira algum enredo
É querer não ser assim
mas ser sensível até o fim
É olhar pra o próprio espelho
Clara Almeida
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