O Amor Que Acalma Feridas
Eu sei que você anda com o freio de mão puxado. Dá pra ver no seu olhar, naquela mania de dar um passo pra trás justo quando a gente tá começando a ficar mais perto. E tá tudo bem, eu juro que entendo. Quem já tomou muita pancada e acreditou em promessas vazias acaba construindo uns muros bem altos pra se proteger. Ninguém quer ter o coração quebrado duas vezes. Mas olha pra mim: eu não sou quem te machucou. Eu sei que falar é muito fácil, e que palavras bonitas provavelmente já te enganaram antes. Só que eu quero muito amar você. E amar quem já foi magoado é ter plena consciência de que eu vou precisar de paciência. É saber que vou ter que lidar com os seus medos, com as suas travas e com aquela desconfiança de que, a qualquer momento, eu também vou te decepcionar. Eu tô disposto a passar por tudo isso. Não quero invadir o seu espaço, não quero cobrar nada e muito menos forçar a barra pra você confiar em mim da noite pro dia. A confiança a gente vai construir no tijolinho, no café da manhã, numa mensagem no meio da tarde, nas atitudes em vez de discursos. Eu só queria te pedir uma coisa: não deixa o que aquelas pessoas fizeram com você te impedir de viver algo bom agora. Eu tô aqui. Não tenho pressa e não vou a lugar nenhum. Pode ir no seu tempo, no seu ritmo, dando os passos que você consegue dar hoje. E quando você sentir que dá pra baixar a guarda, nem que seja só um milímetro, eu vou estar aqui te esperando. Só pra te mostrar que o amor, quando é do jeito certo, não vem pra machucar. Ele vem pra ser paz.
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