De tudo, eu sinto
Um dia me pararam, e perguntaram se eu sinto muito. Eu disse: “Meu sábio, eu sinto tanto que, às vezes, me pergunto como eu aguento viver sem nenhum espanto.” Ele ficou pensativo, queria me perguntar mais alguma coisa. Então eu lhes disse: “Eu escrevo trechos que um dia deixei de viver, para poder colher o que a vida tinha para trazer.” Então ele sentou, ficou pensativo com o que havia ouvido, e disse: “Eu pensei que poetas como você não soubessem o que é sentir cada verso escrito em sentidos perversos.” Eu escutei aquilo e pensativo fiquei Pensei em falar mais, mas não queria ser inofensivo. Peguei meu caminho para casa, mas no caminho todo pensei no que havia acontecido. Então eu fui copiar trechos que iriam me fazer sentir vivo.
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