A porta
A porta abriu! Por ela entrou Francisco. Parecia carregar esperança, colocou a mão sobre meu ombro e ficamos ali em silêncio. Naquele momento fingi tranquilidade. Meu medo era ele perceber minhas preocupações. Ele quebrou o silêncio. - Vou antes que chova. Só tive forças para responder brevemente. - Então vai sim. Ele saiu sem olhar para traz e sumiu por entre os becos da vida. Eu não queria que ele fosse, mas achei melhor ele ir. Era mais fácil ver ele morto, do que ter sua tristeza guardadas num talvez.
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