Veneno e mel
Aquilo que me adoece é o mesmo que me cura Tenho minha sentença e a minha absolvição no mesmo olhar Tenho minha devastação naquilo que me protege Mercúrio e mel se misturam na mesma saliva No mesmo beijo que possui o veneno que mata é o único lugar no mundo onde tem o antídoto Mãos ásperas que machucam minha pele nua Mãos fortes que me protege na rua escura Faz doer, faz chorar, faz gritar em desespero mas só mata se ir embora Alguém me contou que o oxigênio, o que mantém vivo, é oque mata aos poucos todos os dias Antes de soltar minha mão, por favor, enfia uma estaca no meu coração Quando for, não olhe para atrás, não me peça no olhar pra esperar voltar
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