É POR ISSO QUE EU ESCREVO
“- “É POR ISSO QUE EU ESCREVO” - gritava, enquanto tentava fazer todos entenderem que a poesia é única forma de transformar toda melancolia que há em mim em algo belo.”
@Bru · desde 2018
LITERALMENTE NA CAVERNA
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“- “É POR ISSO QUE EU ESCREVO” - gritava, enquanto tentava fazer todos entenderem que a poesia é única forma de transformar toda melancolia que há em mim em algo belo.”
De tudo, ao meu amor serei atento antes E com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa lhe dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure
Continuar lendoDever do poeta é contar com seu povo e dar ao homem o que é do homem: sonho e amor, luz e noite, razão e desvario.
Por ser estreita a senda - eu não declino, Nem por pesada a mão que o mundo espalma; Eu sou dono e senhor de meu destino; Eu sou o comandante de minha alma.
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração.
Continuar lendoO poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.
Você cativa, depois destrói. Você ama num dia, no outro não sente nada. Você traz felicidade, depois deixa a tristeza. Você é companhia, depois solidão. Você cura, mas fere. Você é feito de partidas, sempre vai embora. Só que, apesar de tudo, você volta. Porque você também é retorno, mas você já foi tanto, que eu aprendi a ser ida.