O tempo escorre entre meus dedos.
Perdi e ganhei,
Saúde, riqueza, pessoas e amores.
Sinto falta de quem se foi,
Mas a ausência virou companhia.
E nesse vazio de significados,
Achei uma paz melancólica.
Ainda assim, não há peso,
Sinto leveza.
Leve o bastante pra dizer,
Não pertenço aqui.
Nem aí,
Ou ali.
Ou lugar algum por onde passei.
Sei que nunca encontrarei,
Tudo o que perdi.
Mas estou bem,
Nessa vida sem um lar.
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A roda do tempo,
Sangra em minha pele.
O fedor do tempo,
Tão forte e irremovível.
Estou no limiar da minha existência.
A lua pálida e as estrelas,
Não suportam o peso dos meus pecados
Encontrar uma vida que signifique algo,
Em um mundo insignificante.
É algo tão, tão difícil...
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Sinto a tua falta.
Não de você, você.
Mas do pensamento sobre você.
Pensamentos sobre seu toque,
Pensamentos sobre seu beijo.
Pensamentos sobre nós.
Agora, eu sou eu,
E você é você.
Compartilhamos lados,
E meus pensamentos não são mais os mesmos.
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O sangue quente do fogo,
Corre descontrolado em minhas veias.
Teu olhar intrigante,
Agita as profundezas em mim.
Dois se tornam um,
Em um ritmo dualístico.
Dois corpos desaparecendo,
Para se tornarem um nas sombras.
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Um homem viciado na esperança,
Não sentirá desespero.
Retire a esperança dele,
E ele encontrará consolo no desconhecido.
Faço coisas das quais não me orgulho.
E quando sou fiel ao meu orgulho,
O gosto da minha honra já não é o mesmo.
O céu é azul,
E a terra é verde.
Vivemos sob o mesmo céu,
Mas todos são diferentes.
Enquanto flutuava no espaço sombrio,
Pensei em você.
Às vezes, você é tão mágico.
Como se todas as impossibilidades do mundo,
Fossem possíveis.
A forma como você existe, me encantou.
Ah, vejo tantas estrelas.
E mesmo a mais bela lá longe, está morta.
Quando vou voltar à Terra?
Perdido nesse infinito espaço.
Pensando, e pensando e pensando.
Pensando em você.
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Nessa noite de céu estrelado,
Mil pensamentos atormentam a mente.
E assim como as estrelas a vista,
Meus sonhos estão todos mortos.
Mania, uma explosão existencial
Loucura, a linguagem dos demônios
Insanidade, um distanciamento do mundo racional
Mesmo que olhe em meus olhos opacos,
Você não sabe.
As coisas que vi, ouvi e senti.
Tive medo deles há alguns anos.
Meus demônios interiores, digo.
E mesmo assim, me surpreendo.
Foram meus relacionamentos mais duradouros.
Primeiro, medo e repulsa.
Depois, curiosidade e coragem.
Gradualmente, me aproximei.
Seus doces sussuros...
Palavras de conforto...
Tudo ilusório, mas tão significativo.
Não mentirei, me trouxeram dor também.
Dores insuportáveis na época.
Mas as pessoas de verdade não fazem o mesmo?
No final das contas,
Eles não são tão diferentes de pessoas.
Eu sou um mero viajante,
Neste vale sombrio.
As vozes que me deram coragem,
Inúmeras vezes,
A maioria era resultado da imaginação.
Mas se você ainda está aqui,
Saiba que não é uma história feliz.
Com relutância, abandonei o bosque sombrio,
E fui me aventurar nas cidades.
Demorei cada vez mais a retornar
Até que um dia, fui longe demais.
E quando voltei,
Não haviam vozes para me fazer companhia.
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