Deixe-me colorir sua vida
com todas as cores possíveis,
além daquelas do arco-íris.
Deixe-me dar os traços
e contornos necessários.
Deixe-me emoldurá-lo
e admirá-lo
como uma impecável
obra-prima.
Deixe-me valorizá-lo
como a peça mais rara
da minha galeria,
enchê-lo de cores,
todas possíveis,
além das do arco-íris.
Deixe-me pendurá-lo
nas paredes do meu coração,
onde será eternamente
minha mais bela exposição.
- Fabricio Cruz -
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Foi o ano.
O ano em que tudo começou,
tudo mudou.
O início de tudo
ou o início do fim.
O ano em que me apaixonei,
me desviei
e me perdi.
Não enxergava meu caminho,
só enxergava você.
Respirava,
dormia e acordava
pensando em você.
Esqueci meus objetivos,
deixei meus sonhos de lado
e me entreguei.
Tudo em vão.
Parei no tempo,
enquanto você continuou.
Achei que caminhava ao seu lado,
mas eu era apenas um acessório
na sua história.
E você, um fantasma
que só eu acreditava estar presente,
uma presença que eu insistia em sentir,
mesmo quando já não havia
nada para me fazer ficar.
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O tempo que você está perdendo
sofrendo por alguém
seria muito mais proveitoso
se o usasse para seguir em frente.
Isso não é ser frio,
é ter amor-próprio
e entender que você também merece
o tempo e o cuidado que dedica a alguém.
- Fabricio Cruz -
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É na madrugada
que a saudade aperta mais,
e a insônia vem
para roubar minha paz.
- Fabricio Cruz -
Me abrace apertado,
não me deixe escapar,
eu quero ficar,
eu quero te amar.
Mas, se eu não sentir
seu olhar como antes,
é porque chegou ao fim
essa história de amantes.
- Fabricio Cruz -
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Ore
Olhe por mim,
olhe por meus irmãos,
junte as palmas das mãos,
ore.
Olhe por nossas crianças,
olhe por nossos animais,
sinta tudo no coração,
ore.
Olhe por nossas almas,
olhe ao nosso redor,
peça por nossa salvação,
ore.
Olhe por nós,
olhe com piedade,
peça por um mundo de paz,
ore.
Ore,
reze,
não importa o nome,
nem a forma de acreditar.
O que importa é ter fé,
é nunca deixar de esperar.
Ore.
Reze.
Tenha fé.
Porque, mesmo diante de tanta dor,
o mundo ainda precisa de amor.
- Fabricio Cruz -
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Deixo em memória minhas vitórias,
que se repartem em lembranças,
como na época dos meus desejos de criança,
quando via e ainda vejo com anseio
aquilo que hoje repousa no passado,
como tantos outros momentos que passaram,
em passagens pela vida,
corrida,
sofrida,
mas que, destemida, seguiu.
E segui seu curso,
sempre em direção ao muro
que se ergue diante de mim,
representado na forma do futuro,
incerto, mas belo,
mesmo sem poder enxergá-lo.
Deixo em memória minhas vitórias,
pois as derrotas melhor estão enterradas,
deixadas para trás,
como obstáculos e experiências
que foram superadas
em nome da evolução
pela qual todo coração precisa passar.
Entre erros e acertos,
entre a dor e a satisfação,
aprendi que nem só de paraíso
nos alimentamos.
Deixo em memória minhas vitórias,
assinadas e carimbadas
na oficialidade da minha existência,
em nome da dignidade.
Entrego à vida a minha verdade,
na esperança de que ela me traga felicidade
e me permita garantir
que deixei como maior bem
o aprendizado que conquistei.
Um legado de bondade e amizade,
junto com minhas poesias,
nas quais, ao escrever, desabafei,
amei,
opinei,
e me revelei,
com todos os meus erros de amador.
Mas o que importa é que deixei,
mesmo que tudo se transforme em lembrança,
mesmo que o tempo silencie a minha história,
ficarão os sentimentos guardados na memória:
a minha vida, a minha poesia,
e, acima de tudo, as minhas vitórias.
- Fabricio Cruz -
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Você é feio ou se faz feio?
Vivemos num mundo tão artificial,
onde estampamos uma felicidade
que não existe,
fingimos ter valores
que não praticamos.
Onde a beleza física
fala mais alto
que a beleza interior.
Sorrimos sem estarmos felizes,
choramos sem motivo,
talvez apenas para chamar atenção.
Vestimos roupas sem noção
para nos encaixarmos no padrão,
seguimos aquilo que nos é ditado
para não destoarmos da multidão.
Nessa rede de mentiras
e hipocrisias,
prefiro ser a minoria,
não me render às aparências,
nem viver de fantasias.
Se ser diferente é um defeito,
não faço questão de me corrigir.
Prefiro andar na contramão
a deixar de ser quem sou
só para a sociedade me aplaudir.
- Fabricio Cruz -
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“Apenas deixando rolar”
é o que sempre leio
nessas redes de relacionamento,
cheias de hipocrisia, mentiras
e fantasias... sexuais.
Um mundo de ilusões virtuais,
onde o que se escreve
não se diz,
e as palavras são apenas enfeites
para embelezar aquilo que não existe.
Criar!
Quase como um jogo,
como The Sims,
personalizar.
Expectativas vêm e vão,
palavras digitais são trocadas
ao custo de nossas digitais.
Tudo se repete
e nada muda.
Trocamos de personagens,
cumprimos nossas tarefas,
colecionamos conquistas
e, para alcançar o próximo nível,
começamos tudo novamente
no dia seguinte.
E assim garantimos nosso prêmio,
a recompensa por mais um dia
nesse jogo de aparências.
Um prêmio que nunca muda,
uma conquista que nunca satisfaz.
A solidão.
- Fabricio Cruz -
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Hoje, nós perdemos.
Perdemos uma vida,
perdemos um amigo,
perdemos um parente
por uma bala perdida.
Perdemos nossa humanidade,
nossa dignidade.
Perdemos uma lágrima,
que escorre perdida
em meio aos nossos sentimentos.
Perdemos a voz,
que já não tinha força aqui dentro.
Perdemos nossas forças,
aquelas que outrora
estampávamos em nossos rostos.
Às vezes pintados,
às vezes mascarados.
Máscaras que já não precisavam ser usadas,
pois há muito havíamos perdido nossos rostos.
Perdemos nossos olhos,
perdemos nossa identidade,
perdemos nossas esperanças.
E, em meio a tantas perdas,
já nem sabemos
o que ainda nos resta
de humanidade.
- Fabricio Cruz -
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