Comecei a escrever sobre você.
Não porque tivesse muito a dizer,
mas porque algumas coisas
começaram a fazer sentido
depois que você apareceu.
Foi assim que comecei.
Sem saber quantas páginas seriam,
quantas vezes mudaria de ideia
ou se um dia chegaria ao fim.
Eu só sabia que tinha começado
a escrever sobre você.
O que eu ainda não sabia
era tudo o que descobriria
sobre mim enquanto escrevesse.
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Quando o coração encontra um novo caminho,
podemos pensar que tomamos a decisão errada.
Mas não é bem assim.
Na verdade, começamos a enxergar tudo com outros olhos,
como diz minha avó.
Quando percebemos que nem tudo o que desejávamos era o que realmente precisávamos,
Descobrimos que existem outras formas de olhar,
outros caminhos a explorar...
Ou outras direções!
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Já parou para pensar que, poucos realmente evoluem?
Evoluir de verdade. Em conhecimento, sabedoria.
Poucos ainda se dispunham em ter o trabalho de gastar a mente,
De trabalhar mais os neurônios, de exigir dos pensamentos além dos limites.
Já parou para pensar que, em vez da humanidade evoluir para o melhoramento de sua capacidade,
Muitos escolhem o que é mais fácil?
Foi-se o tempo em que as bibliotecas estavam sempre cheias!
Foi-se o tempo. O tempo em que tudo se precisava de esforço mental.
Será que ainda existem aqueles que desejam evoluir? Colocar os neurônios para trabalhar? Fazer algo do zero?
Evoluir significa ultrapassar seus limites! Você quer evoluir?
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Não apenas aqueles
em que o teu rosto aparece,
mas os que escondem
um pouco de você
nas pequenas coisas.
Que a cada dia carregue o teu jeito de começar,
Que guarde
alguma frase tua,
e que mesmo sem você perceber,
tenha o teu sorriso
em algum canto.
Quero que o calendário
pare de contar somente datas
e comece a guardar momentos.
Porque talvez seja isso
que uma fotografia nunca consiga fazer:
Prender alguém no papel.
E talvez seja por isso
que eu queira teus retratos nos meus dias,
não para lembrar de você,
Mas para descobrir
quantas maneiras existem
de você continuar presente
mesmo quando não estiver.
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Eu poderia vir aqui e apresentar-lhe algo que represente o que é persistência para mim.
Mas acredito que não seja bem assim.
Não quero simplesmente falar sobre o que você já conhece.
Quero trazer-lhe momentos da minha miserável vida,
a qual desconhece.
Cenas que só se veem nas telas.
Pois insisto em continuar vivendo,
mesmo, ao certo, não sabendo.
Leis, regras, restrições.
Limites criados para cada ser vivo.
Linhas que determinam até onde podemos ir,
mesmo quando tudo dentro de nós
quer atravessá-las.
Qual o próximo movimento?
Levantar.
Caminhar.
Tentar novamente.
Talvez seja esse!
E se eu ainda estou aqui,
talvez eu ainda não tenha chegado ao meu fim.
Mas, afinal,
quanto de nós é persistência
e quanto é apenas a incapacidade
de desistir?
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O que resta no final da frase?
É um ponto ou continuidade?
O que há no final da rua?
É fechada, tem uma casa
ou o reflexo da lua na poça d'água?
Quando se fala de final ou fim,
Vem na mente algo que acabou,
deixou de existir.
Pode ser uma frase triste.
Outra, feliz.
Pode ser uma notícia ruim,
ou uma daquelas que muda o rumo
de quem a lê.
Pode ser o fim de uma conversa,
de um caminho,
de uma história
ou apenas de uma linha.
Mas talvez o fimnão seja aquilo que termina,
E sim aquilo que nos obrigaa olhar para o que vem depois.
Então me diga:
quando chega o final, é realmente o fim, ou apenas o começode outra frase?
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Tenho tanto a fazer,
e não falo de tarefas, nem de coisas acumuladas sobre uma mesa.
Tenho lugares para conhecer, palavras para escrever, abraços para entregar, algumas desculpas para pedir e outras que ainda preciso aceitar.
Tenho sonhos esperando coragem, ideias esperando papel, e versões de mim que ainda nem conheci.
Tenho tanto a fazer...
que às vezes esqueço que viver também faz parte da lista.
Todo desenho começa com um rabisco,
um traço perdido, quase sem direção.
Mas quando a mão insiste, ele ganha forma,
quando a ideia cresce, vira expressão.
E aquilo que parecia apenas um risco,
pode acabar desenhando uma história inteira.
Nem todas as palavras ditas,
revelam o que se sente realmente.
O que escrevo,
o que expresso,
tem apenas um objetivo:
Ganhar seu coração.
Seus sentimentos.
Seu jeito.
Talvez pareça exagero.
Talvez pareça loucura.
Mas não é falta de juízo.
É sentimento.
É vontade.
É a necessidade de transformar em palavras
aquilo que, sozinho,
o coração não consegue esconder.
Porque algumas palavras
não são ditas para impressionar.
São ditas para alcançar alguém.
E talvez...
esse seja o verdadeiro motivo
de eu escrever tanto sobre você.
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Você é forte.
Você é incrível.
Você é especial.
Você merece o mundo.
Frases bonitas,
dessas que cabem facilmente
na boca de qualquer pessoa,
mas nem sempre encontram espaço
dentro de quem as escuta.
Porque dizer “você é forte”
é fácil quando ninguém pergunta
quantas vezes você precisou ser.
Dizer “você é incrível”
é simples quando não se conhece
as noites em que você duvidou de si.
Há elogios que são como poças d’água:
refletem o céu por alguns segundos,
mas não têm profundidade suficiente
para matar a sede de ninguém.
E existem palavras
que parecem um copo meio vazio:
bonitas por fora,
mas incapazes de oferecer
aquilo que realmente faltava.
“Você é especial.”
Mas especial por quê?
Pelo sorriso que você mostra?
Pela força que aparenta ter?
Pelo que consegue entregar aos outros?
E quem percebe
o que você esconde
quando ninguém está olhando?
Talvez seja fácil elogiar
aquilo que está na superfície.
Difícil é perceber
a pessoa por trás dela.
Perceber o cansaço
por trás do “estou bem”.
O medo
por trás da coragem.
A insegurança
por trás da confiança.
A lágrima
que não caiu
porque alguém aprendeu
a engoli-la antes que aparecesse.
Talvez você não precise
de alguém dizendo
o quanto é incrível.
Talvez precise de alguém
que repare quando você
não está se sentindo assim.
Porque elogios rasos
fazem barulho quando caem.
Mas palavras profundas
ficam.
E talvez o elogio mais bonito
não seja dizer quem alguém é,
mas olhar com atenção suficiente
para perceber aquilo
que ninguém mais percebeu.
Porque, no fim,
não queremos apenas
ser chamados de especiais.
Queremos ser vistos.
De verdade.
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