À flor da pele
Minhas raízes mais profundas rasgaram tua intimidade por completo e toda seiva da tua inocência eu bebi no cálice dos teus beijos. Embriaguei-me a tal ponto, de despir todos os meus sentimentos, expondo-os como obras de arte inspiradas na tua beleza. Até o pudor se foi de mim, quando desnudada as minhas emoções, banhei-me à luz dos teus olhos, enxugando-me com a maciez dos teus cabelos. E como um ébrio de desejos, cometi muitas loucuras nos teus braços, uma delas foi a de mergulhar no teu olhar, esquecendo-me, que não sabia nadar. Fui tomado pelas ondas da tua delicadeza, afogando-me aos poucos nas tuas carícias. Não temi nenhum instante se iria perecer ou não, porque a própria vida exalava dos teus perfumes. Eu estava como quem sonha, até ser despertado pelo teu toque. Aos poucos fui recuperando a consciência, mesmo a minha mente ainda povoada de poesia, então percebi-me sozinho, abandonado na praia da minha realidade. Tudo foi um sonho ou uma ilusão, mas bastou para deixar minha imaginação à flor da pele. Emerson Balbueno
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