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ÂNGELO ☝☕

@BUTTERCOOF · desde 2023

Uma senhor poeta, que sonho um dia ser poetiza.

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Inquilinos famintos

"Hoje recebi inquilinos famintos Chegaram em passos famintos Pobres inquilinos" "Faminta também estou, aguardando meu galardão Que advêm de minha nutrição Nutrição essa que não tenho" "Já atrofiei com veneno E minhas calças num só contento Caem em lamento, assim dizem os inquilinos" "O estudo descontento Os inquilinos estão famintos Mas já consumiram tudo o que haviam" "Mas não leram o que jazia em seus estomagos fartos de Privação Cognitiva"

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Cadernos famintos

Sinto E Presinto Os cadernos não são lidos Mas engolidos A dificuldade em assimilá-los Extraí-los Digerí-los O Erro foi achar que algum dia Saberia o que consumia De minha identidade só eu fazia Mas agora jazia Meu corpo derretia E minha mente acanhá-lo-ia Angel

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Delirium

Para um grande teatro, as cortinas abrem-se e ali está: o amor a espera. Todos acham que vieram ao mundo por meio do amor e que a vida se seguirá num grande amor. As cortinas na verdade, nunca se abriram.

A psicologia da submissão

Cansado Abstraído O embrião é imposto Vendendo sua alma Corpo Talvez estejam certos Não tenho escolha a me contrariar ao que se é imposto. Sou um embrião pré-disposto.

Amor

É uma promeça, meu amor

Eu prometo! Prometo não ser Tão cruel assim É...que... Tenho medo de essa doçura Se desfazer com meu sorriso Torto Nunca fui boa em omitir

Infância

Escrita

Minha escrita Desordenada Desorganizada Me incomoda Ninguém se importa

Teatro

"Dentre tantos"

Cansei de poetizar o que sinto A dor dilacerante da fina lamina em meu útero ainda dói Me cansando Me tirando as forças de prosseguir com o dia A sensação de não pertercer, de me expor E me quebrar ainda me aquebranta O choro A lágrima a escorrer É o sangue a pingar Sou só um poeta cansado Tá bom? Isso só é um teatro

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Al meu pai (I)

Agora farei uma breve apresentação Senhoras e Senhores Abram as cortinas E prestem atenção! Se diz presente Mas, ausênte Apresento á você Meu pai biológico Pois, de concreto Nada têm Apresento á vocês: Valmir (tanana tanana) Meu pai ausênte Agradeço por teu amor Mas escrevo que é belos aos olhos Não ao coração ausênte de um exemplo verdadeiro e referênte Não se preocupe, este coração encontrou Seu rumo, com uma pessoa que não machucou E nem me censurou! Não se preocupe que o exemplo que precisava Foi ocupado com amor e excelência Para um pai que teve pais juntos e presentes Se faz muito ausênte e inconsistente Você escolheu viver como se não houvesse cometido o erro A mulher que você machucou perdoou Mas o erro que você fez te aceita com remorços aquilo que você chama de amor. Feliz dias dos pais Agredeço pelos R$: 300,00 que você diz muito Fazer. Observação: Não adianta você disser a minha mãe este humilde poema que lhe mandei, pois meus pensamentos acerca de você não mudaram e nem adianta tentar compensar sua ausência e pela criação que VOCE NEM FEZ! SE DIZ O PAIZAO MAS NUNCA NUNCA FEZ NEM A METADE QUE MINHA FEZ. Novamente agredeço pelo oque você NÃO fez. E por favor não venha com discursos, não sou uma criança não e aliás, nem autoridade você têm, quem exerce e faz tudo por mim é um pai, não biológico, mas que posso contar todas as manhãs.

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