Ser da sonbra
Nas sombras do meu ser, um medo espreita, O receio de que todos se machuquem por mim. Não sei explicar as razões dessa inquietação, Mas, de alguma forma, sinto-me responsável. Cada pessoa que se aproxima, sinto o receio crescer, Como se meu toque pudesse causar estragos. Não vejo o que eles veem, talvez algo que me escapa, Mas o medo persiste, como uma tempestade que não passa. O desconhecido é meu companheiro constante, Coisas que não compreendo acontecem comigo. Questiono-me se sou a causa desses eventos, Se há algo errado em meu âmago, um defeito escondido. A incerteza toma conta de meus pensamentos, Como um labirinto sem saída, sem direção. Por que me deparo com essa angústia inexplicável? Por que sinto que todos ao meu redor estão em perdição? Por vezes, sinto-me aprisionado por esse medo, Um medo que me sufoca, aprisiona o meu viver. Mas devo encontrar forças para enfrentá-lo, seguir adiante, Buscar razões para essa escuridão em meu ser compreender. Não quero que ninguém se machuque por minha causa, Não quero ser o catalisador de dor e sofrimento. Mas também não posso deixar que esse temor me defina, Preciso acender a chama da coragem e do discernimento. Enfrentarei meus receios, desvendarei o desconhecido, Buscarei a paz que tanto almejo em meu coração. Não permitirei que o medo me domine, Pois a vida é um palco de aprendizado e superação. Quebrarei os grilhões que me mantém prisioneiro, Enfrentarei os enigmas que alicerçam meu medo. E assim, espero encontrar respostas e clareza, Para seguir em frente, com a confiança acesa. Que todos que se aproximem de mim possam encontrar, Um ser humano em evolução, pronto para amar. Sem temores, sem receios negligenciar, A vida é um mistério, um incrível desvendar.
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