Ballet de Neve
Sua pele pálida, Congelada com expressão glacial, Seus olhos sempre fechados, Ouvindo a melodia de ninar. Todo os dias dando corda na caixinha, Todos os dias vendo-a dançar, Sonhando com o dia em que iria acordar, Torcendo para que meus lábios pudesse beijar. Moça tão frágil e pequenina, Dançando seu Ballet de neve, Chacoalha o cristal que lhe cerca, Fazendo chover em teus cabelos o branco. Moça que um dia quebrou, Seu anjo da guarda o derrubou, Esparramando a água cristalina, Rachando minha musa de porcelana. Doce paixão já não ha mais utilidade em ti, Não podes mais rodopiar sobre a neve, Doce paixão não me olhe assim, Sou apenas um soldado de chumbo, Empoeirando e esperando o mesmo fim.
Nilza Poetisa
Que lindo Lúdico Adorei Lysandre.