quem anda com os olhos tortos
costuma chamar o mundo de deformado
quem julga o outro não pelo que vê
mas pelo que já decidiu enxergar a algum tempo
costumam ser os verdadeiros ordinários
tal imoralidade em aceitar o hediondo
e depois ainda chama isso de verdade absoluta
posso até odiar esses malditos olhos tortos
mas eles sempre vão voltar para me pôr em conduta
uma péssima conduta a deles
forçar o diferente a se normalizar
que maldita ditadura a dessa doutrina
mas peço a Deus, de que esses olhos repudiantes
não me venham visitar das pessoas
que decidi, de certa forma, amar
e se esses olhos vierem de pessoas próximas
irei dormir em minhas memórias póstumas
já se vier das desconhecidas à porta
por mais que quando toquem a companhia
eu abra a porta e atenda com um sorriso
é tão difícil fingir essa normalidade toda
a esses olhos tortos e gordos que me assustam
então, em minha casa, minhas regras
vão ter que se contentar comigo dessa forma
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já se passaram cinco meses e tantas fugas
mas nenhum oceano foi suficiente para me fisgar
fui apenas um peixe insolente fora do aquário
que tentou ficar preso a teus olhos ordinários
nadando contra a maré de um amor que já ruiu
procurando o calor no lugar em que sempre fez frio
dizem que os gêmeos possuem duas faces em seu ser
mas conheci tantas outras em você a me enganar
conheci uma pelo teu corpo que me desejou ficar
que me fez duvidar até mesmo do que era amar
e a outra que precisei ver quando tuas desculpas
já não bastavam para continuar sem me perder em culpas
meus amigos viram primeiro e tentaram me alertar
eu apaixonado chamei de exagero o que era cuidado
o que era aviso me assustou pois de ti queriam me tirar
chamando de amor o que só existiu do meu lado
fechei os olhos para o perigo e para a exposta ferida
tentando proteger quem destruía a minha própria vida
até que tuas meias verdades ficaram grandes demais
para caber na minha esperança de terra à vista
e no peso sufocante dessas tuas falsas promessas
percebi que a dor de ir embora era a única saída
mas foi uma rua sem saída para uma história sem o "nossa"
para salvar nessa vida o pouco que ainda era meu
e eu fui embora da tua vida sem olhar para trás
não porque deixei de te amar naquele instante
mas porque permanecer era uma forma de morrer
uma maneira lenta e dolorosa de me ver distante
deixar de existir em mim para te fazer caber
foi o preço mais alto que aceitei pagar por você
já se passaram cinco meses desde a minha partida
outras bocas pronunciaram o meu nome no berço da noite
outros braços aprenderam o contorno do meu corpo
outros amores tentaram me encontrar e me salvar
e ainda assim há noites em que esta tua saudade
sabe exatamente onde me tocar e me tirar a paz
sabe exatamente qual boca eu quero chamando por mim
o mais cruel de tudo não é sentir a tua falta
é saber exatamente o motivo pelo qual eu parti
é olhar para você desse passado distante que me assalta
e sentir falta daquilo que nunca existiu de verdade
sentir falta de quem eu acreditava ser tua metade
talvez no teu céu de duas faces eu fui só estação
uma passagem breve que o vento levou para longe
mas tu foste no meu oceano uma tempestade inteira
uma tempestade avassaladora que chamei de verão
e hoje não te procuro nem tento saber como estás
não porque esqueci o teu caminho ou fiquei para trás
mas porque aprendi tarde demais esta pequena lição
conhecer o teu caminho não muda o meu destino
saber por onde andas não faz tua mão buscar a minha
nem significa que queiras caminhar comigo no fim
sigo o meu próprio rumo sem esperar por teu regresso
recolhendo no oceano os pedaços deste meu fútil verso
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eu quero me casar em um lindo campo de flores,
que minha noiva jogue um buquê de tulipas e lírios,
que o vento brinque com o véu dela e suje de terra,
e que, por alguns segundos, não quero me lembrar de mais nada
além da mulher que estará caminhando na minha direção.
Quero me casar num campo de flores,
mas que tenha pouquíssimas rosas,
não porque não mereçam florescer,
mas porque eu não suportaria vê-la pisar nos espinhos
enquanto caminha até meus braços.
Quero me casar num campo de flores,
com um portal imenso, coberto das flores mais bonitas,
e, do outro lado, a paisagem mais bela: ela me olhando,
com aquele sorriso que faz qualquer lugar parecer casa.
enquanto eu atravesso o caminho entre tantas pessoas no mundo,
acreditando que foi justamente a mim que ela escolheu amar.
Quero que cada convidado traga seu animal de estimação,
que os cachorros corram entre as cadeiras e atrapalhem os padrinhos,
que os gatos encontrem algum colo confortável para dormir
entre as minhas tantas madrinhas,
que alguém ria no fundo, que alguém chore de lado,
e que ninguém precise fingir ser menos feliz do que está sendo.
Sim, vai ser a cerimônia mais bonita e detalhada.
Quero me casar em um gigantesco campo de flores,
com aviões cruzando o céu,
jatos e mais jatos de pétalas de cerejeira,
como se até as nuvens tivessem recebido um convite
para comparecer e se pintar de rosa.
Quero um padre que leia aquele textão, sabe?
Aquele que parece não terminar nunca sobre amor e promessas,
que fale dos dias em que seremos abrigo um para o outro
e daqueles em que precisaremos aprender a pedir abrigo.
Quero que ele olhe nos olhos dela e pergunte se ela promete me amar,
e quero que ela diga que sim.
Depois, quero que ele olhe para mim, que me faça a mesma pergunta,
e que eu também diga que sim sem medo do fim.
Quero prometer amor eterno e ainda assim passar o resto da vida
tentando fazer com que cada dia seja uma maneira de cumpri-la.
E, no final, quando todos estiverem aplaudindo,
quero pegá-la no colo e sair correndo com ela pelo campo,
sem me importar com a roupa, com os sapatos,
com as fotografias ou com o padre chamando nossa atenção.
Quero que nesse momento o tempo mude e comece a chover,
se não chover, quero que tenha mangueiras prontas para simular a chuva.
Quero que a gente dance na chuva. Dance na chuva.
Quero que a gente ria até perder o fôlego,
que ela esconda o rosto no meu pescoço,
que eu a aperte contra o peito
e que, por um instante, o amor meu caiba naquele abraço.
Eu quero me casar num campo de flores.
Quero que ela receba o buquê mais bonito de todos,
o mais absurdo também, o mais impossível,
aquele que ninguém conseguiria carregar nos braços
porque não foi feito para caber num buquê.
E, se alguém perguntar por que escolhi tantas flores,
por que preparei um campo inteiro,
por que quis pétalas no céu e animais na cerimônia,
por que fiz questão de cada detalhe,
eu espero conseguir responder sem chorar:
É porque passei tanto tempo procurando
uma maneira de entregar a alguém tudo aquilo que sinto,
que, quando finalmente encontrar a mulher com quem quero dividir a vida,
talvez nenhuma flor, nenhum jardim, nenhum campo deste mundo
me pareça grande o suficiente para esse sentimento todo.
Por isso, eu quero me casar num campo de flores.
Para que, quando chegar a hora de lhe entregar meu buquê,
eu não precise escolher entre tulipas, lírios ou cerejeiras.
Quero olhar para ela, abrir os braços e dizer:
Meu amor, eu trouxe todas as flores do mundo,
em que possa ser cultivada para lhe mostrar o meu amor.
Então, por essa razão, e por mais nenhuma,
eu quero me casar em um lindo campo de flores com você.
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Talvez a minha intensidade não encontre morada em quem aprendeu a viver de coisas simples, talvez esse meu jeito incomum de sentir, pensar e existir transborde as margens estreitas de uma estabilidade que não admite excessos. Sou feito de muitas camadas, contradições, silêncios barulhentos e sentimentos que nem sempre cabem nas palavras. Há em mim uma excentricidade que não sei, e talvez nem queira, domesticar para tornar minha presença mais conveniente.
Não quero romantizar minhas dificuldades, tampouco fingir que a intensidade nunca pesa. Mas não quero passar a vida diminuindo minhas cores para caber na moldura de quem só sabe amar aquilo que não lhe exige movimento. Não quero ser amado apesar de ser quem sou, como se a minha existência fosse um defeito a ser tolerado. Porque ainda quero acreditar que não sou alguém difícil de ser amado. Amado de verdade, por favor.
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esse ano tem sido o pior ano desde que tomei consciência.
foram inúmeras as decepções que tive comigo,
pessoas erraram mais de uma vez comigo,
e eu ainda não aprendi a ir embora delas,
mesmo quando preciso mais do que tudo, ir embora delas.
foram decepções amorosas entrelaçadas à minha dependência,
abraços amargos que me levaram à essa emocional falência,
tantos sentimentos que guardei na gaveta
esperando que desaparecesse com o tempo em que aqui fiquei.
foram tantas vezes em que permaneci por tempo demais
onde já não deveria estar numa terça-feira chuvosa qualquer,
mesmo sabendo que ficar era molhar ainda mais minhas vestes.
foram tantos energéticos aquele dia para ao menos disfarçar o choro,
choro esse que veio lá de dentro, do mais íntimo sentimento.
tantos silêncios para abafar o barulho que eu acreditei causar,
foram tantas vezes em que tentei esconder de mim
o que já não conseguia esconder de mais ninguém.
como se fingir que estava tudo bem pudesse,
em algum momento, fazer com que realmente estivesse.
às vezes, preciso colocar música alta no fone
para calar um pouco do excesso aqui dentro.
como se o barulho de fora pudesse silenciar o grito que me afora.
às vezes ajuda, quase sempre não ajuda.
porque, por mais alto que o som esteja,
meu excesso é ainda mais desesperador e alto.
tento fazer alguma coisa para me distrair da minha incapacidade de ir,
mas acabo me distraindo em pessoas, pessoas de quem sou tão dependente,
dependendo dos sorrisos delas e do toque delas para validar suas presenças,
para convencer a mim de que elas continuam aqui por perto,
de que ainda não foram embora e de que não estou sozinho mais uma vez.
quando não consigo essa confirmação,
minha mente me convence de que elas já não mais estão,
por causa da minha insuportável insuficiência em deixá-las por perto.
é que perto demais, conseguem enxergar minha carência,
e estou enfermo por essa decadência de que a ausência de uma despedida,
que talvez tenha acontecido, mas não vi, é derivado dessa urgência.
e como eu odeio despedidas,
como odeio a sensação de perder alguém que me é importante,
antes mesmo de compreender o que fica rasgado na boca desse estômago,
como odeio ter de aprender a conviver com esses espaços
que antes eram ocupados por pessoas que significavam tanto.
pois este ano foi o ano das despedidas,
três mães que me adotaram em São Paulo,
um melhor amigo que ficou distante,
amigos que, por algum motivo,
já não estão tão perto como antes,
tantas pessoas que passaram pela minha vida
e deixaram marcas que eu ainda não sei como carregar,
tantas ausências que se acumularam dentro de mim
sem que eu tivesse tempo de compreender cada uma delas.
uma geminiana que me mostrou o quão trouxa
eu posso ser quando gosto de alguém,
o quanto sou capaz de permanecer mesmo quando deveria partir,
de insistir mesmo quando deveria desistir
e de guardar sentimentos que talvez
nunca tenham encontrado o mesmo espaço do outro lado,
até que precisei juntar minhas trouxas de roupas
e jogar fora, pois tudo me lembrava dela.
o fato é que me bate a saudade das pessoas,
aquelas mesmas pessoas que me trocam.
mais do que isso, me da saudade das que me tocam,
da presença que consigo sentir
quando alguém me abraça em meio ao meu medo de toque,
da necessidade de confirmar, através do toque,
que as pessoas que amo continuam aqui,
que ainda posso alcançá-las e que não estou perdendo mais ninguém.
eu estou desesperado e com medo de desaparecer,
de deixar de existir na vida de alguém que se tornou família,
de me tornar apenas uma lembrança
para quem ainda significa tanto para mim,
de que a distância faça aquilo que o tempo ainda não fez
e transforme a nossa presença em saudade,
enquanto eu continuo aqui, tentando entender
como alguém pode ocupar tanto espaço dentro da gente
e, ainda assim, existir a possibilidade de perdê-lo.
tenho medo de você se esquecer de mim, Isa.
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o que eu faço com esse coração?
há amores que nascem condenados a existir só no espaço da mente,
o meu por você é um romance que o peito escreve em silêncio e segredo.
uma história bonita e secreta que a vida se nega a lançar para a gente,
mas a qual continuo compondo sem ter o controle e sem medo.
não posso chamar você de minha, no entanto continuo sentindo este amor,
que coisa tão injusta e doída é querer entregar o meu mundo inteiro
a alguém que o destino não deixa ficar ao meu lado e acalmar minha dor,
transformando meu forte desejo em um longo e distante trajeto solteiro.
já imaginei mil histórias em que você chegava sem prévio aviso ou razão,
e achava no meu acolhimento um lugar sossegado e seguro para morar.
ou quando nossas mãos se tocavam ao acaso no meio da multidão,
como se o próprio universo decidisse, cansado, finalmente conspirar.
criei conversas que nunca tivemos e beijos que só existiram na mente,
despedidas que me fizeram chorar sem que você pudesse jamais perceber
que dentro do meu coração nós já fomos um caso imenso e presente,
uma vida inteira inventada que a realidade não soube acolher.
e então o relógio marca as horas iguais com seus números todos repetidos,
11:11 ou 22:22 trazendo sinais que eu insisto em tentar interpretar.
feito um tolo apaixonado transformo em esperança os segundos perdidos,
pronunciando em silêncio o seu nome e querendo no tempo me apoiar.
mas sei que nenhum número em par tem a força de dar o que a vida não fez,
pois nem todas as horas do mundo traduzem a vontade absurda que sinto
de encontrar você no fim de um dia difícil e ouvir sua voz mais uma vez,
descobrindo se o seu silêncio combina com este meu sentimento distinto.
você é uma mulher que não cabe nos pequenos pedidos que faço ao luar,
até as estrelas parecem distantes e curtas diante do que eu diria.
se o universo me desse um minuto ao seu lado para poder te olhar,
gastaria o começo tentando achar a coragem que nunca se cria.
mas existe uma linha bem clara entre o nosso querer e o poder acontecer,
entre o sonho inventado no peito e aquilo que temos o direito de ter.
eu sei disso muito bem, e talvez o que mais me machuque e faça doer
seja a presença de todas as chances que nunca vamos juntos viver.
eu não sofro somente por aquilo que nunca tive com você no passado,
sofro por tudo o que imaginei que nós dois poderíamos um dia construir.
pelos cenários criados na mente, pelo futuro que visitei acalentado,
e dos quais fui obrigado, em silêncio e sozinho, a ter que reaparecer e sair.
e mesmo sabendo de tudo, quando as horas repetem seus pares na tela,
uma parte de mim continua pedindo por você com teimosa esperança.
não porque eu ignore o real, pois o coração insistente se apega e vela,
demorando a aceitar a razão que já sabe que nada se alcança.
talvez eu nunca venha a ser a história que você conta antes de dormir,
nem seu nome encontre abrigo nas páginas da vida que decidi trilhar.
talvez eu precise aprender a amar sem esperar um futuro florir,
guardando este afeto profundo sem nenhuma promessa para me apoiar.
se existe alguma verdade em tudo o que sinto e que tentei descrever,
é que eu não precisava ter você para imaginar nós dois nesta canção.
mas depois de inventar tanto, preciso aprender a caminhar e viver
sem confundir a vontade do meu desejo com o rumo da minha razão.
quando forem 11:11 outra vez, talvez eu apenas feche os olhos em paz,
sem fazer pedido algum ao tempo, sem esperar que o universo responda.
apenas agradecendo por sentir algo tão imenso, que em mim se faz,
mesmo que a história não me pertença e no silêncio se esconda.
porque há mulheres que se tornam romances inteiros antes do beijo,
em que o coração insiste em escrever e dizer que é a musa de minha arte,
sabendo desde as primeiras linhas, no meio de todo o desejo,
que talvez a realidade nunca permitisse a publicação da nossa parte.
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acho que a distância pode esfriar alguém cuja amizade se assemelha a Isa.
vou sentir falta de te abraçar. agora não consigo validar sua presença.
quero te ver.
acho que perdi minha lucidez em tantos de mim,
que desconheço o caminho de volta.
tem caminho de volta a aquela ingenuidade fajuta?
não sei mais qual de mim está escrevendo isso,
nem qual de mim está apaixonado por ela,
ou o que em mim é verdadeiro se tudo me faz pensar nela.
estou a desempenhar alguém que esqueceu como ser alguém,
após uma despedida em abril. mas era primeiro de abril!
não há, de forma alguma, autenticidade aqui.
mas não há mentira também para omitir o que aconteceu em mim.
mentiram para mim quando me chamaram de gentil.
pois sou a cópia fajuta, forjada para agradar a alguém,
para agradar e mostrar funcionamento quando está fragmentado.
fragmentado demais para amar alguém.
fragmentado demais para se amar.
minto para todos quando falo que estou bem,
há muito, tanto tempo, que finjo ser alguém.
mas é que há muitos em mim:
há uma falsidade de alguém que pede silêncio, mas quer conversar.
tem a divergência de alguém que quer distância, mas pede colo e cafuné.
tem também aquele maníaco desconfiado
que se esconde em meio a tantos eus apaixonados.
não esqueça do eu que é carente pra caralho e pede para ficar só,
quando está bem acompanhado.
ele nunca fica só, é embriagado demais por pessoas,
pois, as pessoas são o seu vício. agradar é a única forma dele estar aqui.
não há interpretação simples, nem tão complexa.
não há conclusão, pois ainda tem desenvolvimento pela frente,
mesmo que volte sempre à introdução de algo entre a gente,
ainda tem que apresentar a problemática e discorrer sobre o tema.
é que me falta interpretação sobre o tema,
que torna descartável aquele problema que me deixava doente.
sentir não é fácil quando há em você, vários corações.
a maioria está presa em travessões e abreviações de um quase,
durante uma tempestade de omissões em meio ao empréstimo
de um catacrese e sua palavra traição.
tem um que tem medo de abandono, sabe?
assim como, tem outro que deseja amor genuíno mas é tão ciumento,
que não tem conectivos suficientes para ligar as frases.
tem o trouxa que depende dos outros para sorrir,
e esqueci da sua saúde e quando chega a noite, se esforça para não cair.
tem o emocionalmente presente que projeta suas idealizações.
não compreendo essa dissertação que se formou em mim.
logo, quem sou de verdade?
sendo sincero, o que há de real em mim?
tenho nojo por não saber quem está de fato aqui!
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se eu acreditar que isso significa alguma coisa, talvez doa menos depois.