Henrique Pereira ☆ @Arunna_Ravimunir
Poesia

A Maçã Proibida

Vai, cala-me! Mas cala-me beijando a boca, despindo a roupa, deslizando as mãos, envolvendo-me as pernas. Embriaga-me, com os teus seios, com os teus anseios, com coisas astrais e etérias... Agarra-me e então chupa-me, e na tua boca sacia a língua e o teu desejo com o meu gosto. Devora-me, enlouquece... e vibra, com a cor, o calor e sabor de todo o meu corpo. Me leve para dentro; entro, move-te em cima de mim, geme e susurra o meu nome. Dá-me com paixão, com força, com amor, sinta-me dentro, quente, energético, com vigor. Escorre, e deixa percorrer, mas não corre; dá-me enfática, voraz e graciosa. Eu sou a satisfação mais profunda do seu ventre; sou a árvore do fruto proibido, Eu sou o fruto, E também a cobra.

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