Quem sou eu sem a melancolia?

Quem sou eu sem as noites mau dormidas e os choros de claramente agonia? Oque sou eu alรฉm da casca vazia que vocรช consome todo dia? Eu gostaria de me sentir alegre, sentir o gosto amargo da droga que tanto lhe faz tanto feliz. Mas este vazio em meu peito, nem vocรช pode preencher. Estรก cratera minha alma nem a maior misericรณrdia das divindades pode resolver. Eu me encanro diante estas ruรญnas que chamam de vida e me questiono: de quรช adianta sobreviver? Eu gostaria de ter mais a dizer, a rimar e menos esconder. Mas dรช quรช adianta escrever, de quรช adianta em este poema lhe prender, se nada do meu problema irรก resolver? ๐€๐ฉ๐ž๐ง๐š๐ฌ ๐ญ๐ซ๐š๐ ๐š ๐ฉ๐š๐ซ๐š ๐ฆ๐ข๐ฆ ๐ฎ๐ฆ๐š ๐ซ๐š๐ณ๐šฬƒ๐จ ๐๐ž ๐ฏ๐ข๐ฏ๐ž๐ซ. - Anna Lispector

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