ECO
No silêncio da sua casa, que, como sempre, permanece escura e vazia, ela pede por socorro e, em choro, se debulha. Ao lado, carrega livros dos quais ela fora inspiração. Aliança e anel em sua mão... Cartas e fotos espalhadas pelo chão, resquícios de um amor devastador, uma história digna de filmes, livros e poesia. Resultado de um quartzito, de pedras preciosas e de pistas em mapas, cujas barreiras estaduais foram quebradas. E ela? Permanece debruçada em lágrimas, presa a um sentimento que lhe rasga o peito, e aprisiona sua alma,o mesmo do qual ela pede a Deus que o arranque de vez e que tome para si esse sentimento devastador. Que Ele tenha misericórdia, e a livre da dor! Amar nem sempre é uma dádiva. Avisem aos românticos que o amor também causa marcas. Deixem os poetas cientes do preço que se paga pela melancolia... E a pobre menina? permanece deitada no chão da sala, lendo carta por carta e recordando promessas que, há meses, lhe foram quebradas... Meus mais sinceros pêsames. Como já dizia C. S. Lewis: "Amar é tornar-se vulnerável." Esse é o preço que se paga por amar sem ser amada.
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