Meus versos já foram trevas
Neles, tudo o que se via era escuridão,
Entretanto, um dia, no inesperado
Houve iluminação.
Vivia trancafiado,
Em negros tons estive pintada
Uma alma envolta de névoas
Que hoje, pelo sol, é guiada.
Só escrevo tais versos simples e imperfeitos
Para dizer que meu espírito foi refeito,
E agora, vive mais livre
Por alguém, renasci e saí do poço em que estive.
| P.S. Eternamente grata por me tirar do chão que já não me sustentava, por fazer borboleta de uma antiga escrava.
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Para gente sem floreio, nem rodeio,
Um poema adornado com as complexidades semânticas,
Metaforicamente pormenorizado,
Desveladamente metrificado,
Nada revela.
Não passa de dislate sem cabimento,
Devaneios descentralizados...
Asnices desnecessárias
De um demente desocupado.
Por isso poetas são loucos!
Gastam seu tempo floreando palavras,
Enquanto dão asas à suas imaginativas fantasias;
São bobos pensantes que entregam vida às imagens mais grotescas da impossibilidade...
Essa gente sabe:
Poetas escrevem coisas tortas nas linhas retas.
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Hoje, a chuva decidiu visitar minha rua.
Deus resolveu mudar os tons, pintou cinza;
As árvores calaram-se,
Foram tomar banho.
E o sol que escondeu-se atrás das nuvens?
Correu de folga.
A chuva me pingou algo,
Eu tive que escutá-la pingar suas asneiras,
Calei-me e a ouvi junta dos passarinhos
E sentimos o cheirinho da terra molhada
E papeamos na tarde encharcada.
Numa hora, todos nós nos calamos,
Os passarinhos voltaram para suas casinhas de barro,
A chuva retornou para seu lar, no céu...
E eu fiquei aqui, com a caneta e o papel.
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Névoas recordações chegam a me cegar,
Quero esquecer tal Era de horror...
Ah, se pudesse apagar o passado abatedor...
Me intitulam perfeccionista
E não nego eu quem sou,
Me visto de rodeios
Em busca de devaneios
Na ciranda que minha teimosia cirandou.
Mas veja que isto apenas é
Um detalhe que forma “eu”
Pois sou peças de quebra-cabeça
E ainda há pormenores que desconheço
Desse jogo que Deus me deu.
Meu ato de aperfeiçoar
Não passa de um grão duro
Da areia do meu mar.
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Ah, faz um tempo que não escrevo,
Enferrujei, quebrei, travei.
Como faz poesia? Alguém diz que eu já não sei...
Tô tão seca de ideia minha gente, que nem te falo,
Aqui a caneta não vai mais nem no embalo,
Nem adianta um empurrãozinho...
Mas me decidi,
Vou escrever o que me der na telha e seguir caminho,
Quem sabe em algum momento não vai embora esse desconhecimento mesquinho?
(Calma aí Jhennily, é provisório com certeza)
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Estou em um poço
De pedra, de osso
E meu ar não se respira,
Não mais...
Um coração ansioso
Que grita e chora
Implorando por paz...
Alguém para consolar tal alma perturbada?
Observa o seu horizonte e... Nada.
Ninguém... Só cinza...
Respiração irregular,
Gotas em suas janelas,
Choveu...
Nuvens pesadas vieram,
Névoa em seus olhos...
Bateu a dor em seu peito solitário
Foram traumas de um passado
Onde a solidão acompanhava
O coração involuntário...
Hoje, presente,
O coração quer ser preenchido
Para que tudo seja... Diferente...
Oh, apareceu alguém!
Mas... Será ele efetivo
Para essa alma carente?
... Irá me abandonar?
"Por favor, fique comigo"
A alma implora,
Temendo que seu passado possa retornar...
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Oi gente, eu sei que fiquei um tempo meio que desaparecida mas eu vou tentar voltar com tudo novamente, acompanhando o poema de vocês e também colocando os meus poemas aqui no app. Só vim anunciar que eu estou aqui, que voltei... Eu senti saudades.
Atenciosamente, Jhennily Maronitti.
(Bom (Dia) (bom) domingo)
Não quero pensar
Nem ouso fazer isso
Se penso, logo existo
Se existo, desisto
Não penso sequer
Em querer tentar pensar
Nos pensamentos
Passeantes a passear
Passadiços
Passíveis a pervagar
Só uma pisadela
Na minha mente pensante
Nesse meu passaredo itinerante
Passarei a mantê-los distantes
Pensamente paro e penso
Quero ser uma mente de vento
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