O Tempo
O tempo que se deu, o vazio que transcendeu O mago se enganou, quando o relógio disparou Fazendo as peças falarem o verso Deixando a ponta do ponteiro em regresso De ponta-cabeça, ferindo o seguimento Distorcendo a matéria, num breve momento O tempo não para, levanta memórias Fazendo um eco, no fim da história Pensamentos se acendem, o sopro se vai A janela se molha, com a chuva que cai A meia-noite está aí, batendo na nossa porta Um novo dia vai crescer, não há mais tempo, olhe em volta! E quando a noite chegar Não haverá mais sinônimos de sentir Brilha a luz que reflete no chão Fustiga as rochas, em meio à solidão.
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