Bárbara Talita @AnaliseBT
Maturidade

A plenitude da solitude detratada

No auge da audiência fornecida ao seu substantivo pela negação, mecanismo de defesa sutilmente utilizado para disfarçar a solidão, a integridade da solitude é brilhantemente admirável. Mesmo sendo exposta constantemente a tal detrato, a solitude segue plena, convicta e discreta, estando sozinha ou acompanhada, ainda que tenha sido vítima dessa história híbrida. Ao contrário do que muitos pensam, mencionam seu nome, mas geralmente entrevistam e dão voz para uma série de desculpas estelionatarias. Como desculpas costumam possuir vários endereços, dificilmente alguém realmente encontra o da solitude. A maioria erra porque não sabe realmente onde querem chegar e ainda vão de de carro particular, enquanto o transporte para solitude é o busão lotado, onde se pega a condução no primeiro ponto próximo de casa, segue em pé, enquanto o ônibus se preenche e se esvazia em diversas paradas; surge um lugar para sentar, alguém para ceder esse mesmomo lugar e no final você desce no mesmo ponto de volta para casa. A solitude é contemplação das outras, mas também da própria companhia em diversas necessárias fases da vida. Sabiamente, ela compreende a necessidade de socialização e não irá se isolar para provar quem é, nem mesmo fingir maturidade ou superação por orgulho, quando companhia não tiver. A solitude pode sim nascer em berço de ouro ou de bijuteria, tanto faz. Ela pode ter aprendido desde cedo sobre o auto valor, respeito, cuidado e amor próprio, mas também pode ter aprendido com os cursos não lineares experimentados na vida. Fato é que ela não é de fugir e viver como fake de aparência, mas ela vai encarar todas as fases e estações sem se abandonar em qualquer parada que o busão der. No final, ela descerá em si mesma e sempre vai se levar e se acompanhar até a própria casa, estando ela "sozinha" ou com outra companhia. Assinando BT

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