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Emerson

@AmerFilho · desde 2022

"CONFIÇÕES EM RIMAS."

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Amor

Poema

"Essa ponta que me invade, só pode ser saudade! Não tem como evitar, e nem evito em te avisar. Seguro o máximo que posso, mas é forte esse negócio. Pouco sem teu vislumbre, essa coisa me assume! As rimas explodem em meu peito, e eu lhe escrevo satisfeito. Espero que você me entenda neste humilde poema!"

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Lealdade

Dupla ponta

Ainda que errado Neste regime fechado Andando lado a lado, Consegui  ser enganado! O que falei em intimidade Sentimentos de verdade, Usou sem piedade, E conquistou outra metade Atordoado me esvaí, Sosinho e sem sorrir. Sem ter raiva e nehum jeito estocado bem no peito. Dupla faca sem lealdade O que fiz foi ter saudade. E os dias preto e branco, Sem vontade me levando. De perdão fui carregando, Quando vi Se martelando. Te entreguei e tu sorriu, Grande alivio niguem viu. Aproveitei desse momento Fui de carona em contra-vento. em alto vôo carregado Vi alguem do outro lado, Ja saquei da sua adaga, Que empalada ainda estava. Medo de ser enganado... -argh! Novamente esfaqueado!

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Tentação liquida

Num canto brilhante numa incrivel mesa, Confunde os sentidos, me deixa claro a certesa. Suave ao toque uma pele de vidro Tinha seda em volta como um sexy vestido. Que garrafa bonita! Aproveitei o momento Sem perda de tempo Quis provar a bebida. A peguei com respeito Admirei seu valor Se a garrafa já atrai Imagine o sabor. De teor perigoso O alcool exalava Um cheiro gostoso De rosa molhada. Gosto era forte Como flor e veneno Sem negar fogo Desceu contorcendo. E essa é a causa daquele calor quando sai de la foi em alto torpor. Não no mau sentido Mas leve, solto e vivo. E a bela garrafa Que Peguei escondido Em extrema trapaça A levei comigo. Agora em fuga Sem medo da chuva molhei os meus pes Sem peso ou culpa. Hoje eu á tenho por um breve momento Só eu e a garrafa na noite adentro. Manhã nublada, seda embolada garrafa sem nada Dou uma ultima olhada e caio na estrada. Se a sorte me escolhe E eu vêr voce dando mole Nem que a chuva me molhe Eu te roubo outro gole ...

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Amor

PRISIONEIRO

Aquele te amo fugiu da prisão, Que eu Tinha feito pra ele em outra ocasião. Ele Estava atrasado e nao tinha mais tempo Ou mesmo adiantado com esperança que tenho. Qualquer resultado ele sempre foi seu Só estava trancando por caprichos meu. Aproveitou meu descuido com as calças na mão Talvez foi o grau etílico ou o bendito tesão. Espero que ele não tenha te baguncado Como quando estava aqui preso Não me deixava parado, Só saudade e desejo. Este é mais um, maquiado de texto, cancão e segredo Tenho outros guardados pra tirar teu sossego A vida passando, o tempo acabando... Eu adiando esse fim E não há habeascorpus que te arranque de mim!

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Vida

Dia a dia

Como é estranho! Tente perceber Passar por essa vida sem saber o porquê Se matar aos poucos, só para se entreter Sentir essa falta toda, sem saber do quê. Sistematicamente cíclico, Em loop Autômato assistido Mero espectador, é o meu status quo Conformado por não ser o único Ainda assim me sinto só Tem a fé e tem o amor E tem os sonhos e tem a dor E tem você e tem a vida Tantas coisas E não se explica. Por experiência aprendi Que vim pra cá, senão servir Criar uma orbita e aproveitar, Quem nela ficar preso, eu ir mudar. Nos detalhes se encontra as chaves Pra nossa marca se espalhar Onde planto uma semente Corre o risco de vingar.

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Se quiser

Se quiser meu ombro Um abraço, um abrigo para poder chorar Se quiser meu ombro Um porto, um descanso Pro seu calcanhar Se tiver triste, desanimada Perdida, stressada Precisando desabafar Com pernas bambas e estremecidas Já sem forças pra poder levantar Se quiser meu ombro Eu te prometo Vou encontrar meu jeito Vou sugar no teu peito Vou te aliviar Se quiser meu ombro Quero ver se consigo Te arrancar supiros Entrecortados em sorrisos Meu papel divertido De um ombro amigo. Se quiser meu ombro!

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Aparece

Quando tu some A ancia consome. Transforma o desejo Em saudade ou medo. A saudade é sem jeito Nunca sai do meu peito. No caso do medo, Vou te dizer É sobre o segredo, Te entediar ou se esquecer. Mas se você vem E traz saudade também, Ai que eu vejo Quanto eu fico bem Transforma meu dia, Medo novamente em desejo E saudade em alegria.

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Carinho

Com amor e com medo

No braço de um violão Te liberto em canção. canto baixo e em segredo Não te ouvir, é o meu medo. Como em escala musical Vai do grave ao agudo Meu querer já é natural Não te ter é absurdo. Poesias ou soneto Alma na ponta do dedo E que voce e esse seu jeito Ressoam fundo e alto no meu peito.

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Luz neon

Sob a luz de neon da sua cama Meu desejo posto em chama O medo é o que me dispersa Nesta noite, estou sem pressa. Luz fraca no seu rosto, Mostro o quanto estou disposto. Depois disto é tudo flash Eu lembro o quanto tu se mexe. E um final apropriado, Com Dois corpos extasiados. Essa noite me pertence Guardo em mim, como um presente. As lembranças que exponho, Me parecem como um sonho. Lento Passa o tempo, Os detalhes se perdendo Mas presente em sentimento.

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Sistemas paralelos

Mas se eu soltar sua mão Vamos alterar a rotação. E com tamanha atração Já pareamos direção. -Risco, de uma nova colisão.