Queria ser livre
Igual era quando adolescente,
Não tinha dependentes,
Assumia também, que era um pouco displicente,
Mas feliz e independente..
Era livre, sempre...
Do sistema financeiro, se tornou refém
Estava fora da escravidão,
Mas trabalhava como ninguém,
As contas e despesas...
Eram altas e lhe tornavam dependente,
Era obrigada, sempre
Aceitar muitas coisas oprimentes,
Não era mais livre, sempre..
Aceitava tudo que lhe era imposto,
Mas recebia um cachê decente...
Seu relacionamento era mais um contrato
Que não conseguia sair,
Podia, mas sozinha,
Não conseguia...
Estava presa nessa teia,
Difícil sair,
É fácil falar em se libertar,
Mas difícil demais,
Depois que já deixou tudo a controlar,
Não, não conseguia,
E um grito deu ali....
Mas ninguém....
Ninguém estava a ouvir..
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E você falava, falava e não me ouvia,
Eu quis tanto dizer,
Mas você não ouvia,
Quis desabafar, eu nem entendia,
Nada do que você dizia?
Você não ria, por dentro eu ria,
Da sua fobia, da falta de vírgula,
Eu não entendia nada, que você falava ...
E você não ouvia, porque eu não dizia...
Não havia espaço para eu falar,
Pq não havia nem vírgula,
Desculpa por dentro eu ria,
Não dos seus sentimentos,
Mas de como você agia,
E entendi que nós, não mais existia,
Desculpa...Porque eu não pude, eu não conseguia
Já não cabia...
Aliás nunca consegui dizer nada,
Você nunca ouvia só você sempre,
Sempre e quem falava ou dizia....
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Separada estava ela,
Já não tão jovem, já com experiência na vida...
Após separada, foi à luta e batalhou mais ainda,
Estava só com um filho, separado também ele do pai que tinha...
As vezes tinha notícias, ou alguma presença apressada,
Sim, às vezes existia.
Seguia a vida...
E mas a frente pensou, posso eu ter outro amor ainda?
Mereço amar e ser correspondida?
Porque as pessoas ah julgam de ter uma nova companhia?
Após a separação foi condenada a solidão?
Sem ser julgada, recebeu sentença,
Da hipocrisia, da sociedade e dos cidadãos,
Que sabem tudo, e não perdoam,
Seria ela esquecida?
Morreria sozinha?
Estava destinada a ser satisfeita por vencer,
Vencer é trabalhar e educar?
Se forma? E casa sustentar?
E errado também querer amar?
Não poderia ter tudo?
Porque ela não tem do que reclamar?
Ah, haveria ela de se arrepender,
Talvez sofrer,
Talvez chorar,
Mas não desistiria de amar
Amar, amar e amar....
Sua vida não seria em vão....
Talvez amasse alguém,
Talvez não....
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Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia no meio da chuva, eu enfiava as mãos avermelhadas nos bolsos e ia indo, eu ia pulando as poças d’água com as pernas geladas. Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa para beber um gole, mas não queria chegar meio bêbado na casa dele, hálito ardido, eu não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando sem táxi naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras, teria que ter cuidado com o lábio inferior ao sorrir, para que ele não visse meu dente quebrado e pensasse que eu andava relaxando, sem ir ao dentista, e eu andava, e tudo que eu andava eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.
Primeira vez,
Não e meu texto
Pq hj lembrei mto dele...
Um pedaço de
Caiu Fernando Abreu, leiam
Leiam mesmo....
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Ele a tomou nos braços, e o abraço parecia quase igual. Ao de sempre, forte e afetuoso.
Ela se afastou rapidamente...
As emoções vindo a tona,
Em parte porque as coisas não eram mais as mesmas,
Em partes porque eram.....
Trezentos anos de práticas,
De ensaios e preparação,
Serão esquecidos..
Serão julgados, sem nenhuma memória e emoção,
E condenada serei então,
Por um instante de azar...
Aquele fato
Aquele momento...
Não esqueceram..
Não se lembraram, dos anos de minha preparação.
De nenhuma da minha dedicação...
Nada será lembrado na minha condenação..
Do julgamento, haverá apenas minhas falhas,
Da minha renuncia,
Não se lembraram...
Meu caminho será sozinha e sem admiração.
Lutando por um por povo,
Que não enxerga além do chão...
Não querem cultura e educação,
Não se sentem inteligentes e nem fazem questão,
Apenas estão,
Julgando e condenando,
Por qualquer razão..
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Era mais frágil, que parecia...
Era mais fraca, que mostrava...
Mas foi vivendo com feridas e dores sentimentais,
E dores reais, foi vivendo a vida...
Sem reclamar, sem dizer apenas sentindo...
Era forte demais...Essa frágil sobrevivente..
Você me ajudou seguir em frente,
Me mostrou que Amar pode ser diferente,
Que amor não é sinônimo de dor..
Me resgatou do suicídio que cometi,
Não carnal, mas espiritual..
Fechei meus sentimentos de forma fatal...
Você me salvou do suicídio,
Talvez mais difícil de ser salvo,
E você salvou...
Me ensinou voltar me amar...
Voltar a sonhar...
Me mostrou um mundo, que podemos flutuar,
Me mostrou que talvez eu não estivesse a amar,
Talvez tivesse a necessidade de amar,
Não tinha achado quem merecia.
Confundi paixão, amor e ilusão,
Você me ensinou que experiências,
As vezes são adquiridas de formas sofridas,
Você me fez sentir e estranha e diferente
E me senti contente...
Feliz novamente..
Você me ensinou sobre passado e presente,
Me libertou...
Me fez entender culturas diferentes,
Me transmitio, sabedoria e conhecimento...
Me fez rir igual criança,
Mostrou um mundo que ainda há esperança,
Que o mundo é cheio de ganância,
Mas podemos ser esperança,
Quando lutamos pelas crianças,
Pela população e transmitimos esperança...
Só esqueceu de falar da sua doença,
E da sua sentença...
Hoje não vou ficar amargurada ou com depressão...
Sua vida foi linda e não foi em vão...
Voa meu amigo, vai para céu que te recebe
E saiba que seu amor e diferente...
E o melhor amor que tem entre a nossa gente....
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Quero tanto descrever o que sinto...
O que está aqui dentro,
Não consigo,
Quero tanto desabafar
Quero tanto conversar...
Não consigo,
Dizer o que sinto...
O que penso..
Nem sei se há sentido,
Como gritar se me sinto muda ?
Como escrever sem saber as palavras ?
Não estou triste ao menos feliz,
Como explicar, se nem eu
Posso entender ou compreender...
Quero gritar em silêncio,
E queria despertar...
O meu eu, que possa desabafar,
Conversar...
Mesmo sem saber se tem realmente algo a explicar
Só queria saber desabafar,
Transformar em palavras o que sinto,
Só queria poder desabafar...
Nem ao menos sei começar,
Desabafar algo que sinto e vivo e não sei explicar...
Só queria desabafar...
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Hoje não queria muita coisa,
Não queria ou não espero algo surpreendente...
Não acredito em algo mágico entre a gente...
Só queria ver você, sentir você presente,
Só isso bastaria
Algo rápido, quem sabe até de repente,
Que dure algum tempo existente..
Algo que dure pouco, mas que exista entre a gente...
Para que hoje o dia me deixe contente....
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