Albano Leonardo (Leonardo da Paz)
@Albano · desde 2025
Paz,justiça,amor e alegria
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As lágrimas
Criando inundações
Nos rostos deste povo
Espezinhado nesta nova face da escravatura
As lágrimas que aumentam
Diminuindo o prazer e a alegria
Nos caminhos ensanguentados
Lamentações calculadas em raízes quadradas
Cujos choros ecoam
Nas ruínas de aldeias abandonadas
Seus donos frustrados
Pelo regime
Estão diambolando divididos em grupinhos
De olhos lagrimejando cansados pelos
desesperos cada grupinho segue o seu caminho duvidoso
Na tentativa de descobrir novas terras
Para morar
E sarar as feridas de corações partidos
Oh,não se esquece
Uma lição aprendida debaixo do sol
E a língua amargurada
A barrigada contendo somente
A água, e água imprópria
Aprendemos duras realidades
Atravessando ribeirinhas das águas aos joelhos
Num andamento como se a miséria
Fosse fiel companheira
Ou amiga inseparável
O que se aprende
Nos caminhos iluminados pelos relâmpagos
Fica eternizado nos nossos corações
E serve de lição para futuras gerações
Quando a liberdade for cultivada
Este é o caminho
Cheio de memórias.
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Ardentemente cansado
E confuso vivo
Não como minha ansiedade me tem revelado
Vivo vendo e ouvindo factos
Que meu sonho me proibira
Ah,mulher sofrendo de uma agressão tão violenta
Planejada pelo próprio marido
Sim,isso é horrível
Seja qual o motivo,ela não merece esse tratamento
Não é por isso que eu me alegro
Não contaria aqui todo tratamento ruim
Que as mulheres passam
As crianças na sua inocência
Como cegas Vagueiam
E na submissão de corações vampiros
Vivem sofrendo como não tivessem legitimos progenitores
Eu não viria contar-vos toda humilhação
Que passa neste mundo e a luz do sol
Como se o caríssimo leitor estivesse
Vivendo na sua ignorância dos factos.
O sonho gravado na mente da humanidade
E a ansiedade de todos é da liberdade
Felicidade,bondade,justiça.
Eu não quero contar-vos
Como se tratassem de crianças
Que não podem entender como
Uma humilhação tem feito sofrimento
Nesta sociedade
E as feridas causadas por injustiça e falta de liberdade
Eu não quero contar-vos
Tudo o que os vossos olhos vêem
O que a vossa pele sente
Como se estivesse exposta ao raiar de Setembro
Como vossos corações suportassem
E nada de sentimentos e stress vos abalassem.
Vós vedes.!
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Sede e lágrimas
É um desespero longe de Oásis
Cortando milhas de obstáculos
Sobre um asfalto de enorme quantidade de areia refinada pelos ventos característicos que ali se fazem sentir em todas estações do ano
Só nos reparamos com ares melancólicos
Não há disparos de acusação
Porque entendemos mutuamente
Que este fumo é-nos trazido por uma força verdadeiramente estranha.
A temperatura sobe facto que aumenta nossa lamentação neste deserto desastroso.
Não há socorro
Os Oásis estão todos a favorecerem os poderosos sem piedade
Como se fossem suas propriedades
Quem nos dera um dia deixássemos de trás
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Nas profundezas do grande rio
Nas zonas pedragosas silenciosas
Nas curvas e das ondulações
Ou nas sombras do mistério
Onde o mito baila
E medo canta um hino de desespero
O coração abalado
Marca um nova era
De força e coragem
O renascer mais forte
Que espera tudo
Para ver e sentir um cheiro seco
De um sol e existente
Mas está chegando a maturidade
Dos tempos onde o medo é vivido
E sofrimento é abraçado
Como noiva sorridente
Nas madrugadas do verão
Um tempo
Como se a coragem
Comemorasse mais um aniversário
Um tempo
Que um poeta
Vivesse do seu trabalho
Um poeta
Se alimentasse dos seus poemas
E da gordura dos seus trechos
Versos e estrofes
Engordasse ,mais e mais
Lembrasse o que custa a
LIBERDADE
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