Ela vive entre versos apaixonantes e reflexivos...
Assim como nuvens que vagam entre a Terra e o Céu, é também assim os seus caminhos.
Medos e desejos que se entrelaçam em pequenos poemas;
E por mais que sejam pequenos, ainda assim atravessam o Coração despertando Sensibilidade.
E mais...
Dizem que o Amor é como o vento,
Bem, a que lado estará soprando o vento?
《[Alan Alves]》
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Certa vez, noutro tempo, em outro lugar, o Paraíso.
No arco celeste caminhava Eu, solitário em meus pensamentos, reto no proceder.
Más, voltando-me para meus pensamentos, questionava:
Criei o Tempo, formei e firmei o Espaço, Ainda assim, Só.
Construí Lumináres e os espalhei até os confins, e de modo particular brilharam trazendo Beleza ao jardim divino,
Mesmo assim, Só.
Moldei criaturas a minha imagem, até certo ponto perfeitas, dei-lhes propósitos ordenados, e cumpriam o dever com perfeição.
Más não tinham mérito, embora inteligentes, não tinham o poder de questionar ou tomar suas próprias decisões;
Tudo o que faziam ou realizavam, era obra das minhas mãos, programados por meus desejos ...
Estes, eram os Anjos.
Mesmo assim Eu, Só.
Então criei o homem, belo, imperfeito e livre.
Este pequeno ser, ainda criança comparado ao tempo eterno, com o dom de questionar, errar e acertar...
Me tirou a Solidão, agora,
Verdadeiramente não estou mais Só.
《[Alan Alves]》
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Certa época, noutro lugar, havia Caos.
A perfeição ainda entrelaçada ao imperfeito, um Show de Luz e Sombra no berço Tempo.
A inocência sem um vocabulário, a mácula sem Voz;
Bebês e Gigantes coexistindo na Aurora temporal, sem distinção ou conhecimento do que seria um ou outro.
De Eternidade em Eternidade, caminhava de mãos dadas o Divino e o Material;
Até que em dado momento alguém exclamou com grande Voz:
"Haja separação entre Luz e Trevas!"
Logo após, todos conscientes, viram a nudez de seus corpos.
Houve então...
Grandes e pequenos, o Senhor e o servo, o bem como também o mal, o Anjo e o Demônio, os mais variados Céus como também a infinidade de Infernos;
Houve a Hierarquia.
Houve lumináres para fazer distinções;
Enfim...
Apareceu a porção Seca.
《[Alan Alves]》
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Minha voz até então silenciosa saiu da contenção, ecoou nos quatro cantos do espaço;
A Luz brilhou, e minha atenção voltou-se para superfície das Águas que refletia minha imagem e sombra.
No horizonte o Abismo, e para além dele, ainda havia escuridão;
Gerado foi os luzeiros, e após lançados, clareavam toda a expansão.
Ainda pairando, voltei para Mim mesmo e pensei:
Aqui farei minha Casa, dela brotará Jardins, e neles, toda Água terá propósito.
Para o Caos nasceu a ordem, assim como para o que estava oculto nasceu a Luz.
Assim se fez.
Nasceu pois o Tempo e os pilares da criação, desde então o grande Jardim saiu da planta;
E até onde os olhos e o espírito conseguem alcançar, a grande obra não cessou, e continuará...
Até o Fim do Tempo.
Fim.
《[Alan Alves]》
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Na aurora do Tempo, quando não havia céu para admirar, nem Terra para firmar os pés, Eu Era.
Quando tudo que se podia ouvir, era o som das Águas que permanentemente através das Eternidades se jogava na face do Abismo;
Vagando no espaço vazio e escuro, solitário,
Solitário apenas.
Na escuridão, como de olhos fechados, Eu, e apenas Eu...
Tentando formular pensamentos sobre o que até então não tinha Forma;
Sobre o que não podia ser tocado, visto ou alcançado.
Uma consciência andante, que repetidas vezes circundava o Abismo, pairando sobre as Águas...
Procurando no Âmago uma frase, a primeira frase Eterna.
Do centro para a borda, a primeira frase me tiraria do escuro Véu, e meus Olhos, pela primeira vez...
Teria alcançado a primeira Visão das coisas até então ocultas ao Coração.
Continua...
《[Alan Alves]》
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Você pode ter vida e conhecer, más viver, é a execução do conhecimento.
《[Alan Alves]》
Que o Infinito me Abrace, quando o Finito se Apresentar;
E no abraço, se a Morte rezar...
Saberei que não Sou parte do Todo, e de tudo, nada posso ter.
Más, sou no Alvorecer;
Talvez no Entardecer...
Uma Flor em cada Jardim.
《[Alan Alves]》
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Ah, Terra!
Lugar de Maldição e tormentos;
Perseguição e Lamentos.
Mundo em transição, Inferno para uns, Paraíso para outros;
Um Orbe que coleciona maus Espíritos, um Bom lugar para testar os Santos.
Mães em prantos, Pais Solitários;
Filhos?
Uns desgarrados, outros perturbados, e outros perturbando.
Projeto de Paraíso que acabou de sair da Planta, más ainda assim, Inferno de Outros Mundos.
[Alan Alves]
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Os grilhões do Tártaro se desfizeram diante de Mim;
As correntes se tornaram Efêmeras, e nem mesmo a Morte pode me conter.
Minha voz rompeu o silêncio e abalou as fortificações do Olimpo.
Eu Sou Hades! E para longe dos deuses os Guiarei.
A Injustiça fez morada entre Eles, e para vós Humanos, construí um lugar adequado às suas Obras;
Chamarei Submundo, pois o Céus e os Mares...
Se Corromperam.
[Alan Alves]
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Umbra
ex
in
Solem