Foi como um arrepio na alma que me estremeceu as entranhas e, suando frio, busquei o ar com a boca.
A garganta seca, palavras travadas de uma forma tosca.
Eu vi no espelho os meus olhos e não os reconheci.
Tive medo do que estava ali; procurei um traço meu, mas o vazio cresceu e me cegou no último momento.
Ouvi o vento, o farfalhar lento e as ruas em movimento.
Eu vi o silêncio enquanto não via a mim mesmo.
Eu vi medo.
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Se você disser tudo que vier, eu escuto.
Não prometo resolver, isso é com você. Mas eu te escuto.
Se o conselho que eu der não te servir muito,
Não me julgue em vão, eu sou só um grão, um grão em um terreno confuso.
Eu não vou saber dizer algo que você vá usar no futuro.
De certo, agora é: venha o que vier, serei seu escudo.
Vou por aí, sussurrando aos ventos o lamentar da solidão.
Navegando fundo, mar adentro, dessa triste ilusão.
Se hoje eu vivo no tormento de me perder sem me achar,
é porque fui muito julgado e gastei minhas versões para impressionar.
Ora, não sinta pena do meu sofrimento caso eu comece a chorar;
é que a dor de um sentimento duro, imprevisto e difícil de superar.
Ignore, se quiser evitar me ver; deixe a minha poesia morrer.
Erga uma lápide para o meu ser.
Eu só queria que você pudesse me reconhecer.
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Eu preciso de alguém pra levar a minha dor pra bem longe de mim.
Tanto faz se for um Deus ou um mago, eu quero resultado, quero que jogue fora esse vazio sem fim.
Eu entendo que não é porque necessito que vou ser ouvido, de repente possam ter dó do pobre mendigo de sonhos.
Eu, um cão sem dono.
Em vão eu sonho, e nem me emociono se um dia realizar.
O amargo na garganta não sai, a labuta não vai e eu não paro de pensar.
Eu preciso de alguém pra me ajudar.
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Quão miserável é a minha alma,
Quão humilhado sou.
Nas entranhas guardo mágoa, de todo mal que me causou.
Vivendo às custas de uma fantasia que minha própria mente criou.
O peito aperta com a derrota de tantas tentativas no amor.
Eu amei o espinho, porque a flor me rejeitou.
Peço aos céus misericórdia, peço aos deuses perdão.
Com lágrimas, conto nos dedos os calos da aflição.
Choro seco, choro lágrimas. Choro ao túmulo de quem jaz.
Eu odeio minha lástima, culpando sempre os meus pais.
Quem comigo em glória me viu guerreiro e muito mais
Hoje vê que a história é de um perdedor incapaz.
Vai o grito anunciar minha morte, meu penar.
Choro muito sem motivo, luto esse que não vai passar.
Voltem anos em que eu não havia nascido, e não ousem avançar.
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Por que dói tanto quando não sinto nada?
Luta rasa, perda drástica, guerra sem armas.
Olhe pro céu enquanto enxugo as lágrimas.
Rel, cruel.
Nada é tão bom pra me fazer feliz, mas tão triste ao ponto de me fazer chorar.
Eu mereço, pago preço, infinito medo.
Canto a tristeza de viver,
Vivo o desejo de morrer.
Morrendo a esperança de ter,
Obtendo e desejando nem conhecer.
O senso cru de ver,
Cego no escuro ser.
Voando alto em pensamentos,
Preso na gaiola do lamento.
Angustiado choro dos olhos pretos,
Soluço no peito pequeno.
Pena essa que a vida corta,
Corta a alma e as histórias.
Silencia o choro, silencia o medo,
Banaliza meu sofrimento.
@SunShine
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Oh tenebrosa noite, vá rápido a passar.
Estou lembrando da tristeza que foi o deixar.
Foi como o vento viajante nas grandes montanhas do teu olhar.
Eu gostei muito de você, mas não pude avisar.
Lágrimas amiga vem me consolar.
Eu queria ser o motivo da tua saudade, porém meu querer parece não te importa.
Passe rápido noite de lágrimas, eu quero de manhã acordar, e lembrar da sensação do teu bom dia o meu dia começar.
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Não estou bem há muito tempo,
Totalmente vazia por dentro.
Jogue-me mar adentro, sou o motivo desta tempestade.
Fugi da verdade, abraço a imparcialidade, vivo tudo pela metade e sinto-me um nó.
Deus, hoje, ouça minhas preces; se possível, rasgo minhas vestes em luto da minha alma.
Sozinha me deito e adormeço, consolada pelo medo de algo tenebroso tentar. Vivo todos os dias mil vezes, cansei de só às vezes tentar.
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Olheiras fundas e sorriso raso, grande parte do meu dia eu passo assim.
Evito convívio, evito contato. É melhor pra mim.
Desmerecendo o que conquisto, vivo evitando conflito.
Passos lentos suspiro ao vento, quem me fez assim? A vida é um saco e eu juro por meus atos que eu tento ser feliz.
Frustrado e indignado, quero ser odiado e talvez seja melhor assim.
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