para sempre, AURORA (sexto poema)
Tempestade interna Rasgo algumas folhas A cabeça vaga para longe dali E de repente tudo virou caos Tormenta Rasbico cada vez mais forte Perfurando As coisas, minha noção e raciocínio Perdendo-se Quero somente ficar sozinho Tenho medo de algumas pessoas São cruéis na maioria das vezes Sinto tanto por dentro Nem preciso de aquarela, a água que sai dos meus olhos pode fazer um belo traço, afinal de contas O vazio me rodeia, e mesmo assim Minha alma simplesmente necessita de um gesto amável E ao contemplar a tristeza cravada nas páginas rasuradas, tenho a certeza De que preciso de um abraço ♡ Soluçando no meio de um temporal, o rapaz fugia para um lugar desconhecido. Ainda sim, ele pensava em Aurora.
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