Fim da linha
Chorar virou rotina, Sorrir sem querer é a sina, Fingir estar bem me abomina, Cheguei ao fim da linha… 24 anos chegando, Sensação de tempo voando, E ando nessa vida tropeçando, Caindo…. Me afundando. Um dia escrevi, Digo não a morte á mim, Mas hoje não está assim, Minha alma falecendo dentro de mim… Meu mundo caindo, sucumbindo, As lembranças boas sumindo, E a oficina na mente mentindo, Crescendo, me matando por dentro Tristeza, ódio, fraqueza, E essa vida que em apedreja… E pra ser sincera, Tenho tudo, Saúde, amigos, família, Pessoas pelo mundo, Mas dentro de mim, Sinto meu espírito imundo. Quando essa culpa irá passar ? Quando que a morte irá parar De me perseguir sem cessar ? Não aguento esses pensamentos, Sentimentos adversos, Não aguento mais viver, Nesse mundo submerso. Estou a ponto de desistir, Enfim, deixar de existir…. Aline Costa
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