Não consigo descarregar ninguém aqui está
Será que vivo eu estar?
Nada mais a me alegrar
Neste frio ar me congelar
Eu devo me afugentar
E tentar continuar
Ninguém me acolherá
Nos prantos eu estar
Más ninguém ira resgatar
Devia arrancar meu peito e jogar
Para bem longe ficar
Ninguem aqui
Ninguém a ferir
Ninguém sabe
Do meu existir
Neste momento
Apenas o meu
Lamento.
Uma flor cujo odor exala amor
Quero a ti propor uma proposta e não favor
Todos os dias molhar com meu olhar
Todas as tardes adubar com meu amar
Todas as noites fertilizar comigo sem ar
Enquanto pinto sinto proximo seu corpo tinto
Abrange todo o recinto
As cores de um ser lindo
A cada respingo uma certeza de um amor
Nunca se esvaindo.
No início um texto de riscos
Cegos atacaram sem tetos
Estes se tornado lerdos
Incapazes de quem ser
Negaram o prazer
Séculos se passam
Fetos vivem
Feitos reprimem
Moças queimam
Para satisfazer
Seres que lerem
O texto de anos
Nos afundando
Uma luz se acendeu
A união aboliu
Tamanha escuridão
Porém no silêncio
Ainda matam e lento
Seus filhos a eles nojentos
Está escuridão que age
Como infecção
O mundo deve expulsar
Com tamanha repulsão
Está alucinação
Homicida desde
Então.
Ah! Que turbilhão doce sensação
Em meu coração se carboniza
Está doída marcação
Quebra cabeça que dói minha cabeça
Assim me pisa está condessa
Me faz carente imprudente
Más a mim nenhum governo existente
Entrelaçado em este ser cadente
Me faz coração fluorescente
De sensações incandescentes
A sentidos latentes
Que me acolha bela brasa quente.
No peito me mata
Não se trata
Dói como faca
Quero cair dá sacada
Por favor me traga
Uma arma
Para por fim nesta estrada
Me sinto faminto
Por amor a mim estinto
Nem primeiro nem quinto
Preciso estar limpo
Dá dor no recinto.
Um clarão que me torna são
Faz meu coração
Mais claro então
Toda a ação me tira do chão
Remende-me
Me sinto sem corrente
Cada vez mais desprende
Essa gente como tenente
Não vai atingir minha mente
Estou olhando a frente
Um artista independente
Sem obsessões doentes
Apenas os sentimentos
Seja lendo ou seja vendo
Nenhuma norma
Vai me levar
Ao vento.
No ar um brilho
Mais tranquilo que lido
Será que o mágico está vindo?
Completanto o recinto
Volta a ser um lugar lindo
Uma magia torna o lugar
Em um pouco de alegria
Como meu café que mais esfria
Me carrego como pilha
Uma esperança logo via
Quero logo e rogo
Que com fogos
Ou fósforos
A magia aposto
Que me traga um copo
Cheio de um positivo
Horóscopo.
Já tudo sinto em tudo tinto
Do primeiro ao quinto
Expressando e sentindo
O suposto sem sentido
A um odor junto ao seu calor
Será que dê flor?
Seu mundo em minhas pinturas
Traz mais cor
Gotas caiem porém lágrimas
Não traz
E sim a cor que mais amais
Com sentidos fluviais
Oque hoje me traz?
A quanto tempo uma necessidade sem estar atento
Comecei ficando lento e rabugento
Não posso tornar esse amor em momento
Preciso expressar todo tempo
Escrevendo ou com a tinta escorrendo
Isso não é talento expresso igual vento
Fazendo as folhas no relento
Apesar da vida ser um lamento
Sou artista a todos os momentos.
Belo tubo que faz meu mundo
Que enche meu coração com tinta
Assim como a amada linda
Ela resplandece
Como a tinta quando desce
Que aquece meu coração
De tinta que derrete e pinta
Essa linda me finta
Como a fita na tela
A chama da vela
Eu amo
O amor desta bela
Assim como a tinta na tela.